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Saúde do viajante

Antes de viajar, é importante conhecer os cuidados que devem ser tomados com a saúde. Consulte, sempre, seu médico para uma avaliação, principalmente caso possua alguma doença pré-existente. Evite viajar na vigência de qualquer doença infecciosa aguda. Se precisar fazer uso de medicamentos sob prescrição médica, obtenha a receita e adquira os medicamentos na quantidade suficiente para toda a viagem, pois nem sempre é possível adquirir medicamentos em outros países sem prescrição médica local ou ingressar em outros países com medicamentos na bagagem sem as respectivas receitas médicas.

  • Dicas gerais

Tenha sempre em mente que o risco de adoecimento durante uma viagem depende de fatores como a susceptibilidade do indivíduo (influenciada por antecedentes vacinais e de doenças, doenças concomitantes e utilização de medicamentos) e as características da  viagem programada (roteiro, época do ano, duração, tipo de atividade, condições de alojamento, disponibilidade de assistência médica). No entanto, algumas dicas gerais podem ser aplicáveis: 
- Verifique, cuidadosamente, os riscos de aquisição de doenças nos lugares para onde vai viajar.
- Procure orientação médica especializada com antecedência de pelo menos 30 dias (especialmente se estiver sob tratamento de qualquer doença ou uso de qualquer medicamento).
- Ao planejar seu roteiro, leve em consideração a possibilidade de exposição excessiva à luz solar e as diferenças de fuso horário, de clima e de altitude.
- Durante a viagem: procure aprender as manobras para reduzir o risco de barotrauma do ouvido médio, um dos problemas mais frequentes nas viagens aéreas. Viajantes com fatores de risco para trombose venosa profunda devem procurar aconselhamento médico e reservar assentos no corredor ou próximo às saídas para facilitar a realização de exercícios. Pessoas com doenças cardíacas ou pulmonares podem, eventualmente, necessitar de oxigênio suplementar, prescrito pelo médico, durante viagens de avião e de navio. 
- Pessoas com necessidades de dietas especiais devem entrar em contato com a companhia aérea com antecedência.
- Portadores de doenças de transmissão respiratória não devem viajar por qualquer meio de transporte coletivo, até que seja confirmado que deixaram de ser fonte de infecção para outras pessoas.
- Doenças sexualmente transmissíveis podem ser adquiridas em todos os países do mundo. Previna-se!
- Após o retorno da viagem, caso apresente febre, problemas de pele, respiratórios ou quaisquer outros sintomas (mesmo um simples mal-estar ou diarreia),  procure imediatamente um serviço de saúde e informe as regiões que visitou. Não seja responsável pela disseminação de doenças em seu país!
Para mais informações, acesse o Guia de Saúde do Viajante

 

  • Centros de Orientação ao Viajante Brasileiro

O aconselhamento mais indicado para viajantes é uma consulta médica, já que essas informações não poderão ser obtidas por telefone ou e-mail. Apenas uma consulta presencial permitirá avaliar, com segurança, a indicação de medidas de proteção. Durante a consulta pré-viagem, são avaliados os riscos relacionados à viagem, de acordo com as características individuais de cada viajante, o meio de transporte, a atividade programada e o roteiro detalhado da viagem. A orientação médica especializada deve ser  procurada antecedência de pelo menos trinta dias. Todos os Estados do Brasil possuem, em hospitais públicos,  centros de orientação para saúde do viajante. Apenas esses centros terão informações precisas e confiáveis sobre a eventual necessidade de vacinas e cuidados médicos em cada país. Lista completa contendo dados de todos os centros de saúde dos viajantes pode ser encontrada aqui

  • Seguro internacional de saúde

Nem todos os países do mundo possuem sistema de saúde universal e gratuito. Pelo contrário, cidadãos estrangeiros não têm acesso a assistência médica gratuita em grande número de países. Por esse motivo, recomenda-se vivamente que viajantes brasileiros sempre contratem seguro internacional de saúde adequado, mesmo que tal documento não seja exigido pelas autoridades migratórias locais. 

O custo de um seguro é menor do que se costuma pensar e, diferentemente do que ocorre no Brasil, em alguns países, estrangeiros não têm direito a atendimento médico gratuito. Emergências médicas comuns, como acidentes de trânsito, intoxicações alimentares, acidentes vasculares, infartos cardíacos e enfermidades em geral, podem ocorrer em qualquer momento no exterior. Dependendo da gravidade, o atendimento pode custar o equivalente a dezenas ou até centenas de milhares de dólares, podendo gerar sérias dificuldades financeiras para o viajante e seus familiares.

Cabe recordar que, por ausência de previsão legal e orçamentária, as Embaixadas e Consulados do Brasil no exterior não estão autorizados a assumir despesas hospitalares de viajantes brasileiros.

Mais informações sobre a contratação de seguro médico internacional podem ser encontradas na cartilha "Informações gerais e orientações sobre assistência de viagem", feita pelo Ministério das Relações Exteriores, em parceria com a Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV), a Associação Brasileira de Cartões de Assistência (ABCA) e a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (BRAZTOA).

 

  • Cuidados odontológicos

Sempre que puder, faça uma revisão dentária antes de sua viagem. Problemas dentários podem facilmente interromper as atividades de sua viagem. Cumpre ressaltar que, em alguns países, o tratamento odontológico é substancialmente mais caro que no Brasil. Em outros lugares, a qualidade desse tipo de serviço, embora barata, pode não ser adequada. Seguros de viagem internacional frequentemente não cobrem cuidados odontológicos.
  

  • Acesso de brasileiros à rede pública de saúde de outros países 

Nem todos os países possuem rede pública de saúde. Aqueles que dispõem desse tipo de sistema podem manter com o Brasil acordos internacionais recíprocos, que permitem o atendimento de cidadãos brasileiros às suas redes públicas de saúde (e, consequentemente, estrangeiros podem, em reciprocidade ser atendidos pelo Sistema Único de Saúde ao permanecerem no Brasil). Para saber mais sobre o Certificado de Direito a Assistência Médica, clique aqui.

Ademais, em alguns países, por força de acordo previdenciário, cidadãos brasileiros que sejam contribuintes ou beneficiários do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) podem, em viagens a turismo, estudo ou trabalho, usufruir de assistência médico-hospitalar no país para obter receitas médicas, pedidos de exames clínicos, internações e demais atendimentos médicos gratuitamente. Leia aqui mais informações sobre os acordos internacionais do INSS.

 Clique aqui para acessar lista de hospitais públicos e profissionais de saúde no exterior que podem tratar cidadãos brasileiros sem custos ou a custos reduzidos.
Observação: A lista é meramente indicativa. O Itamaraty não se responsabiliza pelos serviços prestados pelas instituições listadas.       
 

  • Medicamentos                      

Grande parte dos medicamentos disponíveis no Brasil podem não ser encontrados em outros países, por motivos diversos. Recomenda-se que cidadãos brasileiros levem quantia suficiente de medicamentos para viagens ao país, portando, sempre, a receita médica em inglês (ou, preferivelmente, no idioma oficial do país para onde pretende viajar) desses remédios.   

  • Vacinas

As exigências em relação às vacinas podem variar de um país para outro e também ao longo do tempo. Antes de viajar, verifique essas exigências na Embaixada ou Consulado do país para onde pretende ir. De modo geral, as vacinas exigidas visam à proteção da população do país e não necessariamente a do viajante. Já as vacinas recomendadas visam à proteção do viajante. Por essa razão, nem sempre as vacinas recomendadas e as exigidas são as mesmas. Vacinas contra difteria, tétano, hepatite B, sarampo, caxumba, rubéola e tuberculose são recomendadas para todo tipo de viagem.

Informe-se com seu médico sobre a necessidade de atualização de vacinas e da adoção de outras medidas de proteção para reduzir o risco de aquisição de doenças infecciosas. Em alguns casos, as doses devem ser aplicadas com antecedência à data da viagem. 

  • Certificado Internacional de Vacinas

O Certificado Internacional de Vacinas é um documento emitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e pode ser solicitado diretamente àquele órgão. O Certificado assemelha-se a uma carteira de vacinação, e contém informações sobre o histórico de vacinas de cada indivíduo. Para mais informações sobre o Certificado Internacional de Vacinas, clique aqui

 

  • Febre amarela

A febre amarela ainda é considerada endêmica no Brasil pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso ocorre porque, embora não ocorra a transmissão da doença, nas cidades do país, desde 1942, a possibilidade da transmissão em áreas urbanas existe desde a reintrodução do moesquito Aëdes aegypti, transmissor da doença, no Brasil. Dessa forma, embora não esteja ocorrendo circulação viral de fato, existem condições que podem permitir a eventual transmissão da febre amarela. Por conta disso, pode ser exigido, de cidadãos brasileiros, comprovante de vacinação contra a febre amarela para ingresso em seus territórios.

Em diversos países da África, América Central, Subcontinente Indiano e Sudeste Asiático, esse Certificado é exigido. Nesses casos, para o Certificado ser válido, a vacina contra a febre amarela deve ser aplicada pelo menos dez dias antes da viagem. Antes de viajar, sempre verifique essas exigências no Portal Consular e junto à Embaixada ou Consulado do país que pretende visitar. 

No Brasil, a vacina é gratuita, e está disponível nos postos de vacinação, onde será aplicada e registrada no Cartão Nacional de Vacinação, com o número do lote da vacina e o local em que foi realizada. Para a emissão do Certificado Internacional, será necessário procurar os Centros de Orientação ao Viajante da Anvisa, levando o seu Cartão Nacional de Vacinação e documento de identificação oficial com foto.

  • Malária

O risco de aquisição de malária é alto na África (sub-saariana), América do Sul (Bacia Amazônica), Madagascar, Papua-Nova Guiné, Sudeste da Ásia e Vanuatu.
Embora exista risco elevado de transmissão de malária também na Região Amazônica (principalmente nos municípios do interior), no Brasil, a gravidade da doença pode ser muito maior em países que não contam com boa infraestrutura de saúde. 

Não existem vacinas contra a malária. Observe sempre as medidas de proteção contra as doenças transmitidas por insetos. As medidas de proteção básicas incluem a preferência por locais climatizados, protegidos com telas apropriadas, isolamento de compartimentos para evitar a circulação de mosquitos no interior das instalações; uso de repelentes específicos para a pele e o vestuário, nos horários de maior risco entre o pôr do sol e o amanhecer. Note-se que o mosquito pode também apresentar risco em período diurno, sempre que tenha entrado durante a noite. A disciplina de proteção é de mais difícil manutenção no caso de crianças.

Eventualmente pode estar indicado o uso de medicamentos profiláticos. A decisão de tratamento preventivo com medicamentos disponíveis pode ser tomada com a assistência de médicos locais, em função do quadro clínico e preferências e indicações de cada individuo. O recurso ao médico no Brasil e no país de origem é indispensável para uma decisão ajuizada.

  • Diarreia 

A diarreia (causada pela ingestão de alimentos ou água contaminados) é o principal problema de saúde durante viagens, afetando de 10 a 50% dos viajantes.  Ao viajar a outros países (sobretudo à América Latina, África e Ásia), esteja sempre atento à natureza e à qualidade daquilo que você ingere, observando, a todo momento, as medidas básicas de higiene e as seguintes recomendações:
- Lave as mãos com água e sabão várias vezes ao dia, principalmente antes de ingerir alimentos, após utilizar conduções públicas ou visitar mercados ou locais de muito fluxo de pessoas;
- Beba somente água mineral engarrafada. Se não for possível, trate a água disponível com Hipoclorito de sódio a 2,5%, colocando 2 gotas em 1 litro de água e aguardando por 30 minutos antes de consumir;
- Evite adicionar gelo nas bebidas;
- Assegure-se que o alimento esteja bem cozido, frito ou assado;
- Fique atento à temperatura dos alimentos expostos para venda. Os alimentos perecíveis devem ser mantidos em baixa temperatura (abaixo de 5° C) e os quentes bem aquecidos (acima 60 °C);
- Evite o consumo de frutos do mar crus;
- Moluscos e crustáceos podem conter toxinas que permanecem ativas mesmo após a cocção;
- Não consuma leite nem seus derivados crus; • Não consuma preparações culinárias que contenham ovos crus;
- Frutas e verduras que possam ser descascadas e cujas cascas estejam íntegras, podem ser consumidas cruas;
- Quando for consumir alimentos exóticos, seja prudente e não exagere;
- Evite o consumo de alimentos vendidos por ambulantes;
- Alimentos embalados devem conter no rótulo a identificação do produtor, data de validade e a embalagem deve estar íntegra. 

 

  • Esquistossomose      

Lagos e rios de alguns países podem ser áreas de risco de esquistossomose, infecção parasitária (também conhecida como bilharzia) transmitida aos seres humanos através do contato com parasitas existentes na água. Procure saber se há surto de esquistossomose no país para onde você pretende viajar e, em caso positivo, evite nadar em áreas onde há lama ou lodo no fundo do rio/lago durante toda a sua viagem.

  • Vermes e parasitas       

Em alguns países, o visitante estará vulnerável a bactérias e protozoários causadores de diarreia e cólera. Casos abundantes de cólera e diarreia ocorrem em diversas regiões do mundo, inclusive na América do Sul. Alguns países podem oferecer ao viajante brasileiro contato com parasitas que inexistem no Brasil, o que poderá significar despreparo do sistema imunológico para combater a doença e agravamento da situação de vulnerabilidade do nacional. Tal fator, aliado a eventuais deficiências na infraestrutura do sistema local de saúde, pode resultar, inclusive, em falecimento. Recomenda-se ao turista brasileiro, portanto, muito cuidado com o consumo de alimentos, água e contatos direto com as pessoas em outros países.

  • Outras doenças

A lista de doenças comuns varia muito de um país para outro. Isso significa que, mesmo doenças erradicadas no Brasil, como a poliomielite, podem ser comuns em alguns outros países. Informe-se detalhadamente sobre a situação epidemiológica do país para onde você pretende viajar, consultando, sempre que necessário, a Organização Mundial da Saúde e a Repartição Consular brasileira responsável. Tenha em mente que doenças tratáveis e contra as quais existem meios de combate (como filariose linfática, oncocercose, dengue e raiva) e doenças ainda sem tratamento (como leishmaniose e doença de Chagas) são comuns em praticamente todas as regiões do mundo. A depender do país, a lista de doenças comuns pode aumentar consideravelmente. 

 

  • Países com alta altitude 

Em países com altitude expressivamente maior que a do Brasil, viajantes brasileiros distúrbios do sono e do apetite, bem como alterações leves no batimento cardíaco, dores de cabeça e tontura. Para evitar maiores danos à saúde, nacionais devem ater-se aos cuidados mínimos durante as primeiras semanas de aclimatação, tais como evitar esforço físico e fadiga, ingerir quantidades adequadas de líquidos e alimentos leves e frescos.Sinais mais graves, como alteração do ritmo cardíaco podem inspirar cuidados médicos, sobretudo em pessoas com antecedentes de moléstias cardiovasculares ou respiratórias, ou de idade mais avançada. 

 

  • Poluição   

Alguns países possuem altas taxas de poluição do ar. Nesses países, durante períodos de excessiva poluição, é recomendável que crianças, pessoas sensíveis e/ou com problemas respiratórios adotem precauções para reduzir a exposição a poluentes, como a permanência em ambientes com purificador de ar, por exemplo. 

  • Falecimento de cidadão brasileiro 

Na infeliz ocorrência de falecimento de cidadão brasileiro no exterior, Repartições consulares do Brasil permanecerão à disposição para prestar a assistência cabível aos familiares. Recomenda-se que a família do cidadão brasileiro falecido contate a Embaixada ou o Consulado da jurisdição para orientações, por meio dos telefones regulares ou, se for o caso, do celular de plantão. Cabe aos familiares do falecido custear as despesas de traslado dos restos mortais ao Brasil, se for o caso. Mais informações estão disponíveis na seção Emergências.            

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