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Indonésia

Alertas para este país

Trata-se de alerta de grande urgência, que pode exigir extrema cautela. Há grande probabilidade de que os efeitos ou consequências da situação descrita no alerta sejam sentidos por brasileiros que estejam no país.
Ameaça de erupção do Monte Agung em Bali20/09/2017Indonésia
Trata-se de alerta que exige algum grau de cautela. Os efeitos ou consequências da situação descrita no alerta ainda podem ser sentidos, em grau variável, por brasileiros que se encontrem no país.
Cidadãos LGBT em viagem à Indonésia30/05/2017Indonésia
Trata-se de alerta de grande urgência, que pode exigir extrema cautela. Há grande probabilidade de que os efeitos ou consequências da situação descrita no alerta sejam sentidos por brasileiros que estejam no país.
Terremoto na região de Denpasar, em Bali.22/03/2017Indonésia
Trata-se de alerta que exige algum grau de cautela. Os efeitos ou consequências da situação descrita no alerta ainda podem ser sentidos, em grau variável, por brasileiros que se encontrem no país.
Terremoto na ilha de Sumatra08/12/2016Indonésia
Trata-se de alerta que exige algum grau de cautela. Os efeitos ou consequências da situação descrita no alerta ainda podem ser sentidos, em grau variável, por brasileiros que se encontrem no país.
Erupções vulcânicas em diversas regiões da Indonésia30/09/2016Indonésia

Informações básicas

Capital Jacarta
Língua Língua Indonésia
Moeda Rúpia indonésia
Validade do passaporte Deve ter validade de no mínimo 6 meses
Página do passaporte em branco Uma página é necessária para carimbo de entrada. Se a entrada for por Bali, são necessárias duas
Visto de turista necessário Favor consultar a tabela disponível na seção Vistos.
Vacinações Febre Amarela
Restrições de moeda para entrar IDR 100.000.000,00
Restrições de moeda para sair IDR 100.000.000,00

Recomendações de viagem

A recomendação de viagem do Ministério das Relações Exteriores considera o contexto de infraestrutura, segurança e saúde, bem como a situação geral do país escolhido como destino, avaliando os riscos potenciais de uma viagem a cidadãos brasileiros.

 

 

Viajar com precauções normais de segurança

 

Viajar com grau moderado de cautela

X

Viajar com alto grau de cautela

 

Evitar viagens não-essenciais  

 

Não viajar

 

Cidadãos brasileiros devem viajar à Indonésia com alto grau de cautela. Para maiores informações, recomenda-se a cuidadosa leitura dos tópicos desta página.

Cidadãos brasileiros devem ter sempre as informações de contato da Embaixada do Brasil em Jacarta, que, se necessário, poderá prestar assistência consular a nacionais na Indonésia.

A depender da natureza de sua solicitação, a melhor opção poderá ser entrar em contato com sua família, amigos, companhia aérea, agente de viagem, operador de turismo, empregador ou seguro de viagem em primeiro lugar. Os Postos com serviço consular estão a disposição para auxiliar em casos de maior complexidade. Acesse o Portal Consular para saber o que uma Repartição Consular pode ou não pode fazer por você.

Para assuntos graves e de natureza jurídica, recomenda-se entrar em contato, inicialmente, com as autoridades de polícia e/ou de saúde locais, a partir dos dados de contato informados nos tópicos "Segurança" e "Saúde" do Portal Consular. Caso necessário, a Rede Consular do Brasil poderá ser contatada.

Para solicitações fora do horário de expediente e casos de comprovada emergência, o plantão consular da Embaixada ou Consulado do Brasil poderá ser acionado. Contate a página Emergências do Portal Consular para maiores informações.

Rede Consular do Brasil

Recomenda-se que cidadãos brasileiros portem relação com os números de telefone da Embaixada e/ou do Consulado instalado na região em que pretende transitar ou permanecer. A assistência consular é um direito reconhecido por tratados internacionais, e o cidadão estrangeiro deve sempre exigir das autoridades locais a oportunidade de comunicar-se com Representação Diplomática de seu país. O Itamaraty recorda que a assistência consular prestada ao cidadão brasileiro é isenta de custos, embora não exista previsão legal para o custeio de despesas com, por exemplo, advogados e tratamento médico/hospitalar.

 

Embaixada do Brasil em Jacarta

Endereço: Edifício Menara Mulia, sala 1602, 16° andar. Jalan Jendral Gatot Subroto 9 Kav 9-11. Jakarta Selatan 12930 Indonesia

Telefone: +62 (21) 526-5656/57/58

Plantão Consular: +62 811 800 662 (SOMENTE PARA EMERGÊNCIAS)

Email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Facebook: https://www.facebook.com/pages/Embaixada-do-Brasil-em-Jacarta/388760067920769

Site da Repartição: http://jacarta.itamaraty.gov.br

 

Para saber o que uma Embaixada ou Consulado brasileiro pode e não pode fazer por você, clique aqui.

Em caso de morte de cidadão brasileiro no exterior, acidentes, inadmissões e demais emergências consulares, clique aqui.

Em caso de dúvidas, clique aqui.

Consulados Honorários do Brasil

Não há Consulado Honorário no país. Há, no entanto, uma rede de cidadãos em Bali que presta apoio à Embaixada apenas em caso de emergências envolvendo cidadãos brasileiros. O líder comunitário em Bali é o Sr. Renato Vianna, cujos dados seguem abaixo:

 Renato Vianna Filho

Endereço: By the Sea Store. Jalan Kayu No. 20, Bali

Tel: + 62 361 732 198

Cel: +62 81 834 4928

E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Comunidade brasileira e principais destinos

Comunidade brasileira         

Estima-se que cerca de 1000 brasileiros vivam na Indonésia e que aproximadamente 30.000 turistas brasileiros visitem o país a cada ano. Nacionais na Indonésia podem realizar sua matrícula consular online por meio do endereço: http://jacarta.itamaraty.gov.br/pt-br/matricula_consular_-_informacoes.xml.

Principais destinos   

As maiores ilhas são Java, Sumatra, Bornéu (compartilhado com Brunei e Malásia), Nova Guiné (compartilhada com Papua Nova Guiné), e Sulawesi. A capital, Jacarta (12.7 milhões), situa-se na ilha de Java, sendo as cidades mais importantes Bandung (2.48 milhões), Medan ( 2.13 milhões), Surabaya (3.10 milhões), Makassar (1.33 milhões) e Padang   ( 845 mil). A ilha de Bali (3.68 milhões) é internacionalmente famosa por ser um centro de atração turística e, nos últimos anos, requisitado centro para conferências  multilaterais e feiras internacionais.

Entrada

O conteúdo a seguir está sujeito a mudanças e pode não ter as informações completas que assegurem a entrada na Indonésia. Para mais informações, recomenda-se a leitura completa das páginas do Portal Consular, incluindo os alertas migratórios e a seção Vistos. Recomenda-se, ainda, que, antes de viajar, cidadãos brasileiros contatem a Embaixada da Indonésia em Brasília ou o Escritório Comercial da Indonésia em São Paulo para certificar-se dos requisitos de visto e entrada e permanência. Informações de contato da Embaixada da Indonésia no Brasil estão disponíveis no website: http://kemlu.go.id/brasilia/id/default.aspx

Inadmissões de cidadãos brasileiros

A prerrogativa de cada país de determinar quem pode ou não entrar em seu território é decisão soberana de cada Estado. O Governo do Brasil não poderá intervir a favor de cidadãos brasileiros não admitidos por não terem cumprido os requerimentos de entrada.

O Ministério das Relações Exteriores tem mantido contatos sistemáticos com autoridades estrangeiras, no sentido de sensibilizá-las sobre a necessidade de adoção de critérios claros na política de controle migratório, de maneira a serem evitados comportamentos que possam ser interpretados como discriminatórios ou que atentem contra a dignidade e moralidade dos indivíduos.

Recomenda-se a leitura da seção Inadmissões/deportações de cidadãos brasileiros para mais informações.

Febre amarela          

A febre amarela é considerada endêmica no Brasil. Por isso, alguns países podem exigir de cidadãos brasileiros comprovante de vacinação contra a doença. Mais informações sobre o assunto e outras vacinas eventualmente necessárias podem ser encontradas no tópico Saúde do viajante.

Visto  

Favor consultar a tabela disponível na seção Vistos.

Visto na chegada     

O benefício do visto na chegada aplica-se apenas a cidadãos brasileiros viajando a turismo ou a negócios. Para todas as outras finalidades de viagem (viagens a trabalho, estudo, trabalho voluntário ou tratamento médico, por exemplo), será necessário obter o visto adequado antes da viagem. Cidadãos brasileiros devem estar cientes de que o benefício do visto na chegada não está disponível em todos os pontos de entrada em território indonésio e que o serviço é cobrado. É possível obter visto de entrada na Indonésia apenas nos aeroportos: Soekarno-Hatta (Jacarta), Ngurah Rai (Bali), Sultan Syarif Hasim (Pekanbaru), Aeroporto Ngurah Rai em Bali; Minangkabau (Padang), Sam Ratulangi (Manado), Juanda (Surabaya), Medan Polonia (Medan), Hang Nadim (Batam), Halim Perdanakusuma (Jacarta), Adisutjipto (Yogyakarta), Adi Soemarno (Surakarta), Husein Sastranegara (Bandung), Achmad Yani (Semarang), Selaparang (Mataram), Ei-Tari (Kupang) Hasanuddin (Makassar), Sepinggan (Balikpapan) e Supadio (Pontianak).

Requisitos de entrada         

Todos os viajantes para a Indonésia devem possuir um passaporte válido por pelo menos seis meses a partir da data de chegada, e bilhetes de ida e volta. Cidadãos que estejam entrando em território indonésio via Bali (via porto ou aeroporto) precisarão de pelo menos duas páginas inteiramente em branco no passaporte. Cidadãos entrando no país por qualquer outro ponto (incluindo aeroportos e portos) precisarão ter uma página em branco no passaporte.

Passaporte diplomático ou oficial

Cidadãos brasileiros que tenham passaporte diplomático ou oficial que estejam em viagem à Indonésia a turismo devem observar as mesmas informações válidas para cidadãos brasileiros com passaporte comum (isenção de visto por 30 dias ou obtenção de visto na chegada prorrogável). Para viagens a trabalho, cidadãos com passaporte diplomático ou oficial estarão isentos de visto por 14 dias. Viagens a trabalho superiores a esse período ensejarão a necessidade de obtenção de visto prévio junto a alguma representação diplomática da Indonésia no exterior. Não há possbilidade de obtenção de visto de trabalho nos pontos de entrada em território indonésio

Inadmissões na INdonésia

O número de brasileiros inadmitidos na Indonésia é baixo, mas alguns casos são registrados anualmente pela Embaixada. Recomenda-se, nesse sentido, total atenção às informações desta página para cumprimento dos requisitos de entrada na Indonésia. Cidadãos inadmitidos na Indonésia não poderão entrar novamente no país por período de até 5 (cinco) anos. A penalidade poderá, a depender da gravidade do caso, ser extensível a outros países da ASEAN.

Saída de menores     

Crianças cujo pai tenha nacionalidade indonésia podem ter dificuldade para sair do país sem a autorização paterna. Mesmo que a criança tenha passaporte brasileiro e/ou tenha mãe e pai brasileiros, a lei muçulmana estipula que o pai deverá autorizar previamente a viagem para que a criança possa sair do país. A norma pode ser válida para todos os casos, incluindo situações em que a mãe tenha guarda exclusiva da criança.

Porte de dinheiro     

A importação e exportação de moedas estrangeiras e cheques de viagem são permitidos. No entanto, a entrada e saída do país com valores superiores a 100 milhões de rúpias indonésias (aproximadamente US$7.500,00) ou seu equivalente em moeda estrangeira deverá ser declarada às autoridades locais. Valores não declarados poderão ser confiscados pelas autoridades locais.

Taxas aeroportuárias           

Uma taxa de aeroporto no valor  entre Rp 150.000,00 e 200.000,00 é cobrada pelos aeroportos na partida de passageiros em voos internacionais e entre Rp.50.000,00 e 125.000,00 para aqueles em rotas domésticas. Em geral, essas taxas já vêm embutidas nos preços das passagens.

Restrições alfandegárias     

A Indonésia é país muçulmano e controla rigidamente o consumo de álcool em seu território. Por lei, 1 litro de bebidas alcóolicas é permitido ao entrar no país, mas as autoridades locais poderão confiscar as bebidas no porto de entrada, ainda que estejam dentro da quantidade permitida. São também proibidos materiais pornográficos, remédios chineses, quaisquer produtos derivados de carne suína, frutas secas, telefones sem fio (exceto celulares), armas de fogo e estupefacientes. Recorda-se que a entrada de drogas na Indonésia é punível com pena de morte. Câmeras fotográficas, câmeras de vídeo, rádios portáteis, gravadores, binóculos e equipamentos esportivos são admitidos desde que sejam  declarados à alfândega no momento da chegada.
São permitidos 200 cigarros ou 50 charutos ou 100 gramas de tabaco e quantidade razoável de perfume por adulto viajante.          
Para mais informações sobre normas da alfândega e impostos na Indonésia, acesse http://www.beacukai.go.id/websitenew/index.html. Deve-se atentar ao fato de que os meios de comunicação indonésios poderão divulgar informações apenas no idioma local.

Medicamentos

A entrada de medicamentos na Indonésia poderá sofrer fiscalização sanitária. Como regra geral, medicamentos fechados levados na bagagem de mão, na embalagem original, e, se for o caso, acompanhados de prescrição médica não costumam gerar questionamento pelas autoridades indonésias. Também poderá ser levado em conta se a quantidade de medicamento é compatível com o período de estadia. Para maiores informações a respeito da entrada de medicamentos na Indonésia, recomenda-se contato coma a Embaixada da Indonésia em Brasília.

Cruzeiros marítimos

Cidadãos brasileiros que desejam ingressar em território indonésio por meio de cruzeiros marítimos devem permanecer no navio enquanto as autoridades alfandegárias do país realizam os trâmites necessários. Mesmo enquanto o navio permanecer aportado, apenas o capitão poderá deixar a embarcação. Recomenda-se que cidadãos brasileiros certifiquem-se de que tenham autorização para deixar o navio antes de desembarcarem no país. Para mais informações sobre viagens em cruzeiros marítimos, pode-se acessar a página Viagens em cruzeiros marítimos.

Dupla nacionalidade

A Indonésia proíbe a dupla nacionalidade. Assim, cidadãos que tenham, também, a nacionalidade brasileira serão tratados, durante sua permanência em território indonésio, estritamente como cidadãos indonésios, sem qualquer reconhecimento à sua nacionalidade brasileira. A depender do caso, cidadãos com dupla nacionalidade poderão ter sua cidadania indonésia revogada. Deve-se ter em mente que, nesses casos, a assistência consular a ser prestada pela Embaixada do Brasil em Jacarta será extremamente limitada.  Mais informações estão disponíveis no aviso Brasileiros com dupla nacionalidade (http://www.portalconsular.itamaraty.gov.br/antes-de-viajar/brasileiros-com-dupla-nacionalidade-em-viagens-ao-exterior).

Informações adicionais       

Recomenda-se, antes de qualquer viagem, contatar a Embaixada da Indonésia no Brasil, por meio do website http://www.kemlu.go.id/brasilia/lc/default.aspx. Além disso, podem ser encontradas mais informações no sítio do Ministério das Relações Exteriores da Indonésia, http://www.kemlu.go.id/en/Default.aspx.

Permanência

Imigração irregular

Assistência consular é prestada a todos os cidadãos brasileiros no exterior, independentemente de sua situação migratória. No entanto, o Governo brasileiro recomenda fortemente que nacionais do Brasil no exterior busquem sempre estar em situação migratória regular. A legislação de determinados países pode punir a imigração irregular de maneiras severas, prevendo multas de valor expressivo e, em alguns casos, detenção. Recomenda-se, nesse sentido, a leitura detalhada das informações publicadas na seção Imigrar para outros países.

Estudantes brasileiros no exterior 

Cidadãos que pretendem viajar ao exterior para estudar devem atentar-se à necessidade de planejar cuidadosamente sua estadia, especialmente se for a primeira vez que realizam viagem internacional. Devem solicitar visto à Embaixada do país com a devida antecedência; pesquisar e conhecer a realidade do país e da cidade onde pretendem estudar, em particular sobre seu sistema de ensino; conhecer os costumes locais; ter domínio do  idioma do ensino e verificar antes com as autoridades competentes do Ministério da Educação do Brasil e das universidades federais sobre os procedimentos para efetuar a revalidação de seus estudos e diplomas no Brasil. Antes de viajar, recomenda-se anotar os números de contato da Embaixada ou Consulado do Brasil mais próximo, em caso de necessidade, e efetuar sua matrícula consular na Representação brasileira, para que possa entrar em contato em caso de emergências.  Se tiver de usar medicamentos para condição de saúde ou enfermidade, deve-se verificar se a receita médica será válida no país de estudo ou quais seriam as exigências para receber receita médica no local. Mais informações estão disponíveis na seção Estudar em outros países.

Trabalhar no exterior           

Modelos, jogadores/técnicos de futebol e outros profissionais brasileiros que pretendem trabalhar no exterior devem ler cuidadosamente a cartilha Orientações para o Trabalho no Exterior, elaborada para ajudar cidadãos brasileiros que pretendem trabalhar no exterior. Recomenda-se vivamente que a leitura seja feita antes da assinatura de qualquer contrato de trabalho com clube, empresa ou representação estrangeira.

Viagens de até 30 dias         

Cidadãos brasileiros podem obter visto na entrada, em aeroportos e portos do país, por até 30 dias, sem necessidade de registro. Nesse caso, o visto de turista válido é suficiente para a permanência temporária, não havendo qualquer outra exigência das autoridades indonésias. Recorda-se, contudo, que, nesse tipo de situação, não será possível prorrogar a estada na Indonésia em hipótese alguma, nem mesmo em casos de comprovadas emergências, como necessidade de internação hospitalar, por exemplo.

Viagens de 30 a 60 dias                   

Caso se pretenda permanecer na Indonésia por período superior a 30 dias, recomenda-se obter o visto na chegada (“visa on arrival”). O prazo inicial do visto será de 30 dias, sendo possível aprorrogação por mais 30 dias em escritórios de imigração da Indonésia. O serviço é cobrado (o valor é de geralmente USD35,00, mas pode ser alterado pelas autoridades indonésias sem prévio aviso) e a renovação do visto também estará sujeita a um novo pagamento.

Viagens superiores a 60 dias

Cidadãos brasileiros que pretendem permanecer por um período prolongado na Indonésia devem obter o KITAS (Kartu Izin Tingal Terbatas), uma espécie de permissão para que cidadãos estrangeiros possam ficar no país (a depender da situação, o KITAS poderá estar vinculado a uma autorização para trabalhar ou estudar na Indonésia). O KITAS poderá ser emitido na forma de visto, pelas Representações da Indonésia no exterior, ou, em território indonésio, pelas autoridades migratórias locais.

Renovação da estada na Indonésia por meio de viagens a países próximos

Valendo-se do fato de que podem ficar na Indonésia sem necessidade de visto durante 30 dias, cidadãos estrangeiros, inclusive brasileiros, frequentemente viajam a países próximos (geralmente Malásia ou Cingapura) ao final do período inicial de 30 dias apenas para que possam retornar à Indonésia e permanecer no país por um novo período de 30 dias. A Embaixada do Brasil desaconselha fortemente tal prática, uma vez que as autoridades indonésias e de países vizinhos, cientes dessas ocorrências, têm impedido sistematicamente a entrada de quaisquer estrangeiros nesse tipo de situação. Nesses casos, multas migratórias poderão ser aplicáveis e os viajantes serão deportados.

Cidadania indonésia           

A cidadania indonésia é regulada pela Lei nº 62 de 1958, que introduziu o princípio do jus sanguinis, isto é, a nacionalidade com base em relações de sangue. São considerados indonésios, portanto, apenas cidadãos que possuem pai e/ou mãe indonésio. A única exceção é para descendentes chineses de cidadãos indonésios, que, com base no acordo Sonario-Chou, podem escolher (se tiverem cidadania chinesa) e/ou permanecer cidadãos indonésios.                        
A naturalização ocorre por meio de duas maneiras: há pedido oficial do interessado, que é analisado pelos órgãos migratórios indonésios, ou quando o próprio Estado concede cidadania com base em algum tipo de interesse ao fazê-lo ou um contributo significativo feito pela pessoa estrangeira para a Indonésia.

Penalidades por estadia irregular   

As autoridades indonésias seguem estritamente a legislação migratória. Cidadãos que permaneçam no país por tempo superior àquele permitido deverão pagar multa de aproximadamente USD 23,00 por dia ultrapassado. A autorização de saída do país só será permitida após o pagamento da multa. Em casos mais extremos, indivíduos podem ser detidos unicamente em função de sua situação migratória. Há relatos de cidadãos estrangeiros detidos por crimes migratórios.  Recorda-se que cidadãos inadmitidos na Indonésia não poderão entrar novamente no país (e em outros países da ASEAN) por período de até 5 (cinco) anos.

Informações adicionais       

Recomenda-se, antes de qualquer viagem, contatar a Embaixada da Indonésia no Brasil, por meio do website http://www.kemlu.go.id/brasilia/lc/default.aspx. Além disso, podem ser encontradas mais informações no sítio do Ministério das Relações Exteriores da Indonésia, http://www.kemlu.go.id/en/Default.aspx. Dúvidas consulares poderão ser encaminhadas, ainda, à Embaixada do Brasil em Jacarta.

Segurança

Crimes, com diferentes graus de violência, ocorrem em qualquer lugar do mundo. Durante viagens ao exterior, cidadãos brasileiros devem permanecer atentos e ter sempre cautela, independentemente do destino escolhido. A maior parte dos crimes não violentos, como furtos e roubos, pode ser evitada tomando-se precauções normais de segurança, com atenção redobrada a pertences pessoais e a movimentações estranhas em lugares públicos, por exemplo. Em caso de ocorrência de crimes com vítimas, cidadãos brasileiros devem contatar imediatamente as autoridades policiais locais e a  Embaixada ou Repartição consular do Brasil mais próxima. Para mais informações, pode-se acessar a informação Segurança do viajante.            

 Perda de documentos brasileiros    

No exterior, cidadãos brasileiros devem ter sempre o máximo de cuidado com seu passaporte brasileiro e seguir todas as orientações escritas nas páginas do documento de viagem. Durante a viagem, recomenda-se manter cópia autenticada de documento de identidade e de certidão de nascimento, além de cópia simples do passaporte em local seguro. A posse dessas cópias facilitará a emissão de novo passaporte, em caso de perda ou furto dos documentos originais. Cidadãos que estejam em retorno ao Brasil podem solicitar Autorização de Retorno ao Brasil (ARB), cuja emissão é mais rápida e mais barata que um novo passaporte, sob determinadas condições. Em caso de dúvidas, recomenda-se a leitura das informações da seção Perda de documentos brasileiros no exterior e, para saber sobre emissão de documentos brasileiros no exterior, pode-se consultar a página Emissão de documentos no exterior.

Vítimas de crimes     

Providências que o cidadão brasileiro deve tomar caso seja vítima de algum crime:

a) consultar um médico, se necessário;

b) dirigir-se imediatamente à autoridade policial mais próxima e registrar boletim de ocorrência, com as seguintes informações: data, local e hora do incidente, perdas materiais e lesões corporais da agressão ou crime (fornecendo todos os elementos úteis ao inquérito); descrição física do autor, tipo e cores de vestimenta, sinais particulares, modelo, cor e número de placa do automóvel, se for o caso;

c) informar Representação diplomática ou Repartição consular do Brasil sobre sua situação.

Segurança pública    

A Indonésia é país relativamente seguro. No entanto, enquanto estiverem no país, viajantes devem ter grau de cautela superior ao que teriam em outros destinos do Sudeste Asiático. Ademais de furtos e roubos, relativamente comuns em áreas turísticas, há, na Indonésia, risco relativamente alto de atentados terroristas, possibilidades altas de corrupção e extorsões, além de intempéries naturais, como terremotos, erupções vulcânicas, alagamentos e deslizamentos de terra. Em algumas localidades do país, a lei muçulmana da sharia é aplicada rigidamente, inclusive a estrangeiros ou cidadãos que não sejam da religião muçulmana. Recomenda-se que o viajante esteja sempre ciente das recomendações oficiais do Governo indonésio ao se deslocar pelo país.         

Furtos e roubos

Embora assaltos à mão armada e crimes violentos sejam raros, furtos podem ocorrer em áreas de grande concentração de pessoas, sobretudo em regiões de maior apelo turístico, como Bali. Em alguns casos, cidadãos na parte de trás de motocicletas arrancam bolsas e mochilas dos pedestres, e as vítimas podem ser jogadas no chão e se machucar. Em restaurantes e atrações turísticas, as chances de furtos são maiores. Recomenda-se estar sempre vigilante de movimentação ao seu redor, especialmente quanto à possibilidade de que alguém o esteja seguindo. Em albergues e hotéis de baixo custo, os pertences devem ser sempre mantidos em locais seguros, como cofres, uma vez que furtos dos próprios funcionários são, nesses casos, relativamente comuns. Arrombamentos de casas, anteriormente inexistentes, estão se tornando frequentes,  mesmo em áreas até então consideradas seguras.

Corrupção     

Recentemente, o governo indonésio vem empreendendo intensos esforços para eliminar a corrupção. No entanto, solicitações de suborno, propina e extorsões em geral ainda são comuns nas mais diferentes instâncias de autoridades. Oficiais de migração, agentes policiais, funcionários do poder judiciário, seguranças e mesmo guias turísticos podem solicitar pagamento de quantias (cujo valor varia consideravelmentea depender do tipo de situação e do perfil do turista) em troca de concessão de “favores”.

Áreas restritas

Cidadãos brasileiros devem evitar a área do centro de Sulawesi e toda a ilha de Papua, devido à existência de conflitos comunais que já causaram inúmeras mortes naquelas regiões.  Nacionais que decidam ignorar o presente aviso e viajar às citadas regiões devem obter junto às autoridades locais autorização antes da viagem. Nesse caso, tenha em mente que a assistência consular a ser prestada pela Embaixada brasileira poderá ser bastante limitada, dadas as restrições para trânsito e permanência naquelas áreas.

Legislação muçulmana

Embora não esteja no Oriente Médio, a Indonésia é a maior nação muçulmana do mundo, e quase 90% da população do país pratica o islamismo. Aconselha-se que cidadãos brasileiros verifiquem, antes de sua viagem, a eventual aplicação de leis muçulmanas rígidas em algumas províncias indonésias. Ressalta-se que algumas cidades aplicam legislação que penaliza comportamento considerado imoral pelos parâmetros islâmicos (sem exata definição do que constitui “imoralidade”) com castigos corporais, pena de morte ou outros ordenamentos rígidos. Na província de Aceh, onde o turismo é relativamente alto, a lei muçulmana da sharia é severamente aplicada, inclusive a estrangeiros ou pessoas de outras religiões.

Desastres naturais

A Indonésia está localizada na região do chamado "Anel de Fogo" do Pacífico e, em razão do fato, terremotos e erupções vulcânicas são frequentes em todas as ilhas do país. Como uma nação-arquipélago, elevada percentagem do território na Indonésia está localizada em áreas costeiras e assim os efeitos de tsunamis resultantes de grandes terremotos podem ser catastróficos. Recorda-se que em dezembro de 2004, a Indonésia foi o país mais atingido pelo tsunami asiático, que provocou mais de 160 mil falecimentos no norte de Sumatra. A precária infraestrutura do país pode aumentar os riscos decorrentes de eventuais desastres naturais.

Na ocorrênciade desastre natural, é importante manter-se atualizado, por meio dos meios de comunicação e da internet com as orientações fornecidas pelas autoridades locaise com a Embaixada do Brasil em Jacarta. Nesses casos, a Embaixada fará alertas periódicos com recomendações de segurança. Após o tsunami em 2004, vários prédios públicos e hotéis em áreas costeiras adotaram procedimentos de emergência, que devem ser estudados imediatamente por turistas e  revistos regularmente. Cidadãos brasileiros em zonas de risco de tsunami (o que inclui Bali, Jacarta e a maior parte das ilhas menores) devem sempre tomar ciência prévia da rota de evacuação definida pelas autoridades locais.

Furacões

Ainda que fortes tempestades tropicais sejam comuns, sobretudo em período de troca de estações seca e chuvosa, furacões são fenômeno mais raro na Indonésia. Há, no entanto, registros desse tipo de ocorrência no passado. cCaso algum furacão se aproxime, as autoridades locais poderão emitir alerta antecipado. É importante, nessas situações, identificar abrigos temporários; ter à mão casacos e roupas impermeáveis; guardar documentos (carteira de identidade, passaporte, etc.) em bolsas plásticas e procurar afastar-se de zonas costeiras.

Durante o furação, deve-se desconectar os serviços básicos de luz, água e gás; não acender velas, isqueiros, fósforos (mas pode-se usar lanterna); ficar afastado de portas e janelas; buscar abrigo em locais com paredes mais seguras e de dimensões menores (como banheiros, por exemplo); e procurar afastar-se de rios, lagos e do mar. Se for possível, recomenda-se manter ligado um rádio a pilha para ouvir recomendações das autoridades.

Após a passagem do furacão, deve-se verificar se o prédio em que se buscou abrigo sofreu danos significativos. Em caso afirmativo, deve-se abandoná-lo até que as reparações sejam feitas.

Terremotos

A Indonésia é alvo de terremotos freqüentes. Mais de 4.000 tremores ocorrem no país a cada ano. A maior parte dos tremores, sobretudo na ilha de Java, onde se localiza a capital, Jacarta, é de pequena magnitude e não provoca maiores consequências. No entanto, em alguns casos, os terremotos na Indonésia podem gerar desastres de grandes proporções, como a atividade sísmica que gerou grande tsunami em 2004, e um terremoto em Yogyakarta em 2006, com elevado número de falecimentos. Os problemas enfrentados pela Indonésia são mais agravados pela infraestrutura do país, que é bastante inadequada para lidar com desastres naturais. Registra-se, nesse sentido, que a maioria dos edifícios na Indonésia não são construídos com os mesmos padrões  encontrados em outros países sujeitos a terremotos, como o Japão, por exemplo.

Assim, na ocorrência de terremotos, recomenda-se que cidadãos brasileiros procurem manter a calma, afastem-se das janelas de vidro, posicionem-se ao lado de colunas ou das quinas das paredes se estiverem dentro de casas ou prédios, procurem abaixar-se e proteger a cabeça, por exemplo, sob mesas ou sob vãos de portas. Quando necessário, deve-se seguir a rota de evacuação previamente definida pelas autoridades locais.

Passado o tremor, se houver feridos, deve-se pedir auxílio aos corpos de socorro, ligar o rádio para ouvir as recomendações das autoridades, evitar ficar perto de postes, cabos elétricos ou árvores, seguir rotas de evacuação e procurar usar o telefone somente em casos de emergência. É preciso, no entanto, atentar-se ao fato de que os meios de comunicação indonésios poderão divulgar informações apenas no idioma local.

Vulcões

A localização da Indonésia sobre as bordas do Pacífico, Eurásia, e as placas tectônicas da Austrália contribui para a imensa rede de vulcões no país. Estima-se que a Indonésia tenha mais de 150 vulcões ativos, incluindo Krakatoa e Tambora, ambos conhecidos por erupções históricas.  A cinza vulcânica é parcialmente responsável pela fertilidade agrícola que sustenta as altas densidades populacionais nas ilhas de Java e Bali.    

As autoridades indonésias avisarão com antecedência caso detectem atividade vulcânica com potencial de risco para a população. Nesse caso, deve-se seguir estritamente as recomendações locais, que serão replicadas no sítio eletrônico da Embaixada do Brasil Caso haja evacuação de alguma área, não se deve voltar ao local, mesmo depois de passada a erupção, até que haja autorização das autoridades locais para tanto.

Alagamentos

Na Indonésia, inundações são constantes durante os meses da estação das chuvas (principalmente novembro a março). Nessa época, inundações repentinas e deslizamentos de terra ocorrem com frequência em cidades maiores do país. A capital, Jacarta, é atingida por fortes inundações todos os anos, que, não raro, causam dezenas de fatalidades e obstruções no trânsito e na circulação de pessoas. Nessas ocasiões, há aumento exponencial de casos de complicações gastrointestinais, tifo, dengue e leptospirose.    

Tubarões       

Os corais na costa de Bali e em algumas outras praias da Indonésia podem atrair tubarões, sobretudo tubarões-tigre. Em geral, ataques de tubarões são raros no país, mas 15 casos de ataques foram reportados nos últimos anos (5 apenas em Bali). Recomenda-se, portanto, que cidadãos que estejam nas praias ou praticando esportes aquáticos no mar permaneçam vigilantes em relação a qualquer movimentação suspeita na água, evitando ficar em regiões de águas mais profundas ou com alta incidência de corais. No geral, quando registrada a presença de tubarão na água, os banhistas serão alertados por equipes nas praias. Caso se esteja em praia deserta e/ou sem a presença de uma equipe de segurança, nacionais brasileiros devem ter atenção redobrada à possível presença de tubarões ou outras espécies potencialmente perigosas na água.          

Terrorismo    

Tensões religiosas e étnicas, inevitáveis ​​em um país com muitos grupos culturais diferentes vivendo lado a lado, constituemcausa de grande parte de atos criminais no país, incluindo ações terroristas. O último grande atentado terrorista na Indonésia ocorreu em Jacarta, em 2009, nos hotéis Ritz-Carlton e Marriot. O pior atentado ocorreu em 2002, quando mais de 200 turistas estrangeirosforam assassinados em Bali. Desde então, não houve nenhum ato terrorista de maiores proporções no país, embora atentados de menores proporções ocorram regularmente na capital e em grandes cidades indonésias (em 2016 quatro civis foram mortos e 17 feridos após uma explosão próxima à Sarinah Plaza e em 207 duas pessoas morreram numa troca de tiros numa estação rodoviária). Para tentar evitar incidência de maiores atentados, detectores de metal e estações de segurança foram instalados pelo governo na entrada de shoppings e prédios. Os aparelhos, no entanto, frequentemente ficam desligados e malas, bolsas e sacolas raramente são revistadas, o que aumenta a vulnerabilidade de áreas públicas e potencializa a ocorrência de ataques, sobretudo em locais constantemente frequentados por público ocidental. A região de Mega Kuningan, na parte sul de Jacarta, onde reside alto número de diplomatas estrangeiros e expatriados, é particularmente suscetível a ataques, assim como, de forma geral, hotéis, bares, casas noturnas, shoppings, restaurantes e lugares sagrados. Para mais informações sobre atentados terroristas, recomenda-se seguir cuidadosamente as instruções contidas no guia Atentados terroristas no exterior.

Manifestações populares    

Protestos e manifestações ocorrem frequentemente em toda a  Indonésia (não apenas em Jacarta), sobretudo em datas simbólicas, como o dia do trabalho ou demais comemorações civis, ou em resposta a atos políticos. Comumente, as manifestações na Indonésia se associam a pleitos religiosos de parte de um determinado grupo local. Na maior parte dos casos, as manifestações impedem a já difícil circulação de pessoas e veículos, sendo que, nessas ocasiões, encontrar um táxi ou deslocar-se por cidades maiores pode ser particularmente complicado. Por essa razão, hotéis costumam avisar com antecedência da ocorrência de manifestações populares. Ainda que os protestos sejam pacíficos, recomenda-se que cidadãos brasileiros evitem todas as áreas com registro de manifestações, já que esse tipo de atividade pode escalar rapidamente para conflitos em caso de confronto com autoridades policiais. Ademais, manifestantes islâmicos já promoveram, no passado, ataques a bares e boates noturnos em Jacarta afirmando estarem tentando manter a moral religiosa  da Indonésia. Nesse tipo de situação, estrangeiros, sobretudo ocidentais, podem ser os alvos mais vulneráveis.

Golpes           

Em bares, casas noturnas ou outros lugares públicos do país, cidadãos brasileiros devem ter total atenção em seu copo ao pedir bebidas. Deve ser evitada a aceitação de bebidas, alimentos ou objetos oferecidos por desconhecidos. A vítima poderá ser drogada e induzida a revelar dados como senha de banco, cartão de crédito e outros. Embora esse tipo de crime seja raro, há registro de ocorrências nesse sentido não apenas em Jacarta, mas em outras grandes cidades, como Surabaya, Yogyakarta e Bandung. Há relatos de casos extremos, em estrangeiros na Indonésia foram mortos por esse tipo de crime.

Tsunamis

A baixa altitude das ilhas indonésias torna todo o país sensível à elevação do nível do mar, havendo risco alto de tsunamis no país. Recorda-se, nesse sentido, a ocorrência de trágico tsunami em 2004 no norte de Sumatra, que vitimou mais de 160 mil pessoas. Por isso, cidadãos brasileiros devem permanecer atentos aos comunicados emitidos pelas agências locais de meteorologia e sismologia quanto à incidência de desastres naturais. Em caso de ocorrência de tsunamis, deve-se seguir cuidadosamente as orientações de segurança das autoridades locais, que serão instantaneamente replicadas no website da Embaixada do Brasil em Jacarta. Se for necessária evacuação, a Embaixada prestará o apoio necessário à luz da gravidade da situação. Cidadãos que estiverem em áreas de risco potencial deverão tomar ciência e estudar com cuidado as rotas de evacuação já existentes. Recorda-se que, por ser uma nação-arquipélago, praticamente todas as áreas da Indonésia apresentam risco potencial para tsunamis.  

Pirataria

Desde 2004, a Indonésia tem sido um dos países com maior número de registro de pirataria no mundo. O número de ataques realizados nas águas indonésias, sobretudo próximo ao estreito de Málaca (nas águas ao norte de Sulawesi e Kalimantan, próximo ao porto de Cingapura), área de forte concentração de navios de carga, ainda é alto, embora esteja diminuindo consideravelmente. O Ministério das Relações Exteriores alerta sobre a ameaça de pirataria na Indonésia e aconselha extrema cautela a cidadãos brasileiros que estejam navegando pela região. Nesses casos, deve-se permanecer alerta à possível aproximação de qualquer tipo de embarcação desconhecida. Sobre o assunto, pode-se contatar a Organização Marítima Internacional, por meio do endereço http://www.imo.org/OurWork/Security/PiracyArmedRobbery/Pages/Default.aspx.

Clonagem de cartões

A Indonésia é apontada como um dos 20 países com maior incidência de clonagem de cartões de crédito no mundo. Embora a maioria dos bancos tenha tomado medidas para melhorar a segurança de suas máquinas nos últimos anos, esse tipo de problema ainda é muito grave no país. Ao usar qualquer caixa eletrônico em qualquer região indonésia, mas sobretudo em cidades maiores, como Jacarta, Surabaya e Yogyakarta,  é importante verificar se há pessoas suspeitas nas imediações e inspecionar a máquina antes do uso. Recomenda-se ao cidadão brasileiro sempre cobrir o teclado com a sua mão ao teclar sua senha bancária. Além disso, para evitar clonagem de cartões, deve-se, em estabelecimentos comerciais, como supermercados e restaurantes, solicitar que o cartão seja manuseado na presença do portador. Em comércios informais, recomenda-se preferivelmente realizar pagamentos com dinheiro em espécie.

Fraudes e golpes eletrônicos          

Com certa frequência, podem ser recebidas mensagens eletrônicas, em idioma indonésio ou inglês, oferecendo valores em espécie, recompensas ou heranças, geralmente de elevadas somas em dólares. Não se deve acreditar na veracidade de tais comunicações, que constituem golpes financeiros. Sobre o assunto, o Ministério das Relações Exteriores divulgou o alerta Golpes pela internet. Recomenda-se leitura cuidadosa das informações do aviso.

Produtos pirateados 

Produtos pirateados, dos mais diversos tipos (como roupas, bolsas, equipamentos eletrônicos, medicamentos e até mesmo documentos), podem ser encontrados com relativa facilidade na Indonésia, sobretudo em grandes cidades, como Jacarta e Surabaya. A compra para uso pessoal de tais materiais não é considerada crime pela legislação local. No entanto, viajar com tais bens para o Brasil pode resultar em repreensão, multas e, em casos mais graves, prisão.

Turismo de aventura

É grande o número de turistas na Indonésia que desejam realizar turismo de aventura, como montanhismo, trilhas ou mergulho, ou praticar esportes radicais, inclusive surf. Nesse sentido, turistas brasileiros devem contratar seguro-saúde que ofereça cobertura contra ferimentos decorrentes de acidentes. Deve-se, também, estar ciente de que em localidades remotas da Indonésia,a infraestrutura de apoio em caso de acidentes pode ser bastante limitada. Mais informações podem ser obtidas no aviso Turismo de aventura.

Assédio sexual e crimes contra a mulher   

Denúncias de assédio sexual podem ocorrer na Indonésia. Nas maiores cidades, mulheres devem evitar andar sozinhas à noite ou em áreas isoladas. Com vistas a evitar eventuais perseguições, aconselha-se que mulheres estrangeiras restrinjam o uso de trajes de banho a praias e piscinas de hotéis, evitando roupas curtas e decotadas ao andar pelas cidades. Mais informações estão disponíveis no aviso Mulheres em viagens ao exterior.

Tráfico de pessoas   

Algumas agências de modelo no Brasil têm oferecido emprego a nacionais com promessa de oportunidade de trabalho na Indonésia. Ao chegar em território indonésio, tais cidadãos são mantidos cativos em locais fechados, sem recursos financeiros ou possibilidade de comunicação. Recorda-se, nesse sentido, que a polícia brasileira, em cooperação com autoridades policiais de outros países e da INTERPOL, segue investigando casos de tráfico de mulheres envolvendo nacionais do Brasil. O Governo brasileiro preparou cartilha sobre o tema, para a difusão de informação sobre esse tipo de crime, com o intuito de prevenir potenciais vítimas. Mais informações podem ser encontradas no Guia de Atuação no Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas.

Caso seja vítima ou tenha alguma informação sobre eventual caso de tráfico internacional de pessoas envolvendo cidadão brasileiro, recomenda-se fortemente que a Embaixada do Brasil em Jacarta seja imediatamente procurada para relatar o caso e receber orientações. Os dados serão tratados com a devida confidencialidade. Mais informações estão disponíveis em http://www.justica.gov.br/sua-protecao/trafico-de-pessoas.

Contatos importantes          

Na Indonésia, existem números de telefone de emergência, mas deve-se ressaltar que o serviço prestado nem sempre é confiável. Número limitado de atendentes fala inglês, e o tempo de espera para atendimento pode ser alto.

Polícia: 110

Serviço de Fogo: 113

Ambulância: 118

Saúde

A situação geral de saúde em outros países pode ser bem diferente daquela do Brasil. Cidadãos estrangeiros não têm acesso a assistência médica gratuita em grande número de países, inclusive na Indonésia. Recomenda-se vivamente que viajantes brasileiros sempre contratem seguro internacional de saúde adequado, mesmo que tal documento não seja exigido pelas autoridades migratórias locais. O Ministério das Relações Exteriores não poderá se responsabilizar por despesas médicas de brasileiros no exterior.

Antes de viajar, nacionais brasileiros devem certificar-se de sua saúde física, tomando as vacinas indicadas para o destino escolhido. Vacinas contra difteria, tétano, hepatite B, sarampo, caxumba, rubéola e tuberculose são recomendadas para todo tipo de viagem. Em caso de dúvidas, o Ministério da Saúde  poderá ser consultado.

Para obter informações sobre surtos de doenças infecciosas no exterior, é importante consultar o sítio da Organização Mundial da Saúde (OMS), que contém dados detalhados sobre a situação específica de saúde de cada país.

Ao retornar de países com ocorrência de endemias, como é o caso da Indonésia, quaisquer sintomas devem ser imediatamente comunicados às autoridades de saúde brasileiras.

Falecimento de cidadão brasileiro  

Na infeliz ocorrência de falecimento de cidadão brasileiro na Indonésia,  a Embaixada do Brasil em Jacarta permanecerá à disposição para prestar a assistência cabível a amigos e familiares. Nesses casos, maiores orientações a respeito dos procedimentos a serem seguidos para liberação do corpo e obtenção da documentação adequada poderão ser obtidas diretamente por meio dos telefones regulares da Embaixada ou, se for o caso, do celular de plantão do Posto, que funciona ininterruptamente. Cumpre esclarecer, no entanto, que cabe aos familiares do falecido custear as despesas de traslado dos restos mortais ao Brasil,não podendo o Governo brasileiro assumir responsabilidade por esse pagamento. Mais informações estão disponíveis na seção Emergências.       

Rede de saúde          

O atendimento médico na Indonésia pode ser adequado em caso de cuidados médicos de rotina e demais casos simples, mas, para tratamentos específicos (terapia ocupacional, consultas psicológicas ou psquiátricas), complicações, cirurgias e demais situações mais graves, recomenda-se evacuação médica para Cingapura.         
Para cuidados médicos de rotina, há uma série de hospitais privados em Jacarta, Yogyakarta e na ilha de Bali que oferecem atendimento médico adequado e em inglês a turistas e expatriados. O tratamento poderá ser relativamente barato (sobretudo se comparados aos preços de atendimento de saúde privado no Brasil) no caso de consultas simples, mas tratamentos mais extensivos podem ser significativamente mais caros, sendo recomendável a contratação de seguro-saúde antes da viagem.    

Não existe saúde universal gratuita na Indonésia, embora o governo tenha uma série de hospitais que fornece atendimento à população local a um custo mais baixo. Cidadãos brasileiros não devem consultar-se nesse tipo de estabelecimento, uma vez que hospitais privados contam com  instalações melhores e mais sanitárias e, nessas instituições, a equipe médica geralmente domina o inglês. International SOS e Global Doctor são serviços utilizados por muitos estrangeiros e expatriados na Indonésia e ambos oferecem atendimento 24 horas, bem como cuidados médicos de rotina. Estes serviços, no entanto, estão limitados às principais cidades, como Jacarta, Bandung e Ubud.Em localidades mais remotas da Indonésia, deve-se ter em mente que o sistema de saúde poderá ser extremamente precário e restrito, com inexistência de atendimento médico em língua estrangeira e impossibilidade de realização de exames e diagnósticos.          

A maioria dos hospitais privados nas grandes cidades tem ambulâncias privadas, mas, mesmo nesses casos, poderá ser mais rápido e conveniente usar o seu próprio transporte.

Seguro-saúde            

Estar de posse de apólice de seguro médico abrangente é essencial para brasileiros que  viajam para a Indonésia. Antes de partir para  a Indonésia, deve-se verificar se o contrato de saúde assinado é adequado para a realidade local . Recorda-se, nesse sentido, que, devido à precária estrutura do sistema de saúde indonésio, qualquer tratamento médico não limitado a consultas de rotina deverá ser realizado a partir de Cingapura, É imprescindível, portanto, que a a apólice de seguro contratado cubra a possibilidade de evacuação médica internacional. Essas evacuações podem assumir valores significativamente altos (dezenas ou mesmo centenas de milhares de dólares) caso se pretenda arcar pessoalmente com os custos envolvidos. Mais informações sobre o assunto podem ser encontradas no tópico Saúde do viajante.

Farmácias

As farmácias na Indonésia são conhecidas como 'apotik' e podem ser encontradas em centros comerciais maiores espalhados nas grandes cidades. As principais redes de farmácias incluem Century Healthcare, Guardian e Apotik Melawai. As farmácias também podem ser encontradas nos principais hospitais privados e clínicas médicas e geralmente contam com farmacêutico para auxiliar os clientes com dúvidas relacionadas a remédios. Ressalta-se, no entanto, que o número de medicamentos disponíveis pode ser muito restrito, e que a medicação procurada pode não estar disponível. Ademais, são poucos os medicamentos na Indonésia que exigem receita médica, sendo possível obter remédios fortes, com contraindicações e efeitos colaterais, o que pode causar diversos efeitos nocivos no organismo do paciente. Farmacêuticos indonésios, sobretudo nas farmácias fora de hospitais privados, não estão aptos a comunicar-se em inglês com estrangeiros.

Medicamentos

Caso cidadão brasileiro precise ingressar no  país com medicação específica, deverá manter o remédio na embalagem original, portá-lo em quantidade compatível com o período de estada no país, e, se possível, com a prescrição médica em inglês para evitar qualquer dificuldade com os inspetores da alfândega indonésia. A entrada de medicamentos no país, contudo, poderá sofrer fiscalização sanitária. Para maiores informações a respeito da entrada de medicamentos na Indonésia, recomenda-se contato coma a Embaixada da Indonésia em Brasília.

Condições ambientais         

A Indonésia é país de grande emissão de dióxido de carbono e a qualidade do ar nas grandes cidades, sobretudo na capital, é bastante nociva à saúde. Em Jacarta, é comum que a maior parte dos condutores de motos e pedestres usem máscaras cobrindo o nariz e a boca. Durante períodos de excessiva poluição, crianças, pessoas sensíveis e/ou com problemas respiratórios devem adotar precauções para reduzir a exposição a poluentes. Para cidadãos brasileiros com plano de residir no país, é recomendável manter purificador de ar nos principais cômodos da casa. Problemas respiratórios causados pela qualidade do ar, como alergias, rinite, asma e bronquite, são relativamente comuns, principalmente nos períodos de incêndios sazonais em Bornéu e Sumatra. Durante essa época, a baixa qualidade do ar, geralmente restrita à Indonésia, pode atingir também países vizinhos, como Cingapura e Malásia.

Vacinação

Os agentes migratórios da Indonésia não costumam exigir comprovante internacional de vacina contra febre amarela, mas recomenda-se que cidadãos brasileiros sempre portem o certificado para evitar problemas. Ademais da vacina contra febre amarela,  recomenda-se que o cidadão brasileiro tenha, para a própria proteção, as suas vacinas de febre tifóide, poliomielite, hepatite A e B, sarampo, difteria, tétano, cólera, encefalite japonesa e raiva atualizadas. Deve-se ter em mente que mesmo doenças já erradicadas no Brasil, como sarampo e rubéola, podem ser comuns na Indonésia.

Endemias em geral  

Doenças transmitidas por mosquitos e protozoários são comuns em toda a Indonésia. As areas de Lombok, em Bali, e Irian Jaya , na Papua, são os maiores focos de malária no país. Encefalite japonesa, dengue e zika também são muito comuns na Indonésia, e podem ter incidência maior em áreas florestais e nos períodos de chuvas mais fortes (geralmente de novembro a março).. Para evitar doenças transmitidas pelos mosquitos, é aconselhável a utilização de redes mosquiteiras, bobinas ,repelentes e, durante a noite, ventilação artificial (ventiladores ou aparelhos de ar-condicionado) minimizar a exposição a mosquitos. Em campos de arroz e regiões de maior umidade, deve-se redobrar o cuidado contra mosquitos durante a noite para evitar contração de encefalite japonesa. Para evitar doenças causadas por vermes e protozoários,deve-se ter especial atenção ao que se consome durante todo o período de estada na Indonésia, evitando-se todo tipo de comida de rua ou vendida em estabelecimentos informais e redobrando cuidados sanitários e de higiene.

Malária

O apresentado pela malária ou impaludismo pode ser alto em várias regiõesda Indonésia. Os maiores riscos para malária encontram-se na região norte e central da ilha de Sumatra (Tarutung, Silboa, Bangko e Manna), em toda a ilha de Kalimantan (incluindo em Pontianak), em Lombok e em todas as ilhas da Papua e de Nusa Tenggara. Medidas de proteção básicas incluem a preferência por locais climatizados, protegidos com telas apropriadas, isolamento de compartimentos para evitar a circulação de mosquitos no interior das instalações; uso de repelentes específicos para a pele e o vestuário, nos horários de maior risco entre o pôr do sol e o amanhecer. Note-se que o mosquito pode também apresentar risco em período diurno, sempre que tenha entrado durante a noite. A disciplina de proteção é de mais difícil manutenção no caso de crianças.

A decisão de tratamento preventivo com medicamentos disponíveis pode ser tomada com a assistência de médicos locais, em função do quadro clínico e preferências e indicações de cada indivíduo. O recurso ao médico no Brasil e no país de origem é indispensável para uma decisão ajuizada quanto ao uso de tratamento preventivo.

Dengue e zika

Diversas áreas da Indonésia apresentam risco de dengue e zika, sobretudo durante o período de chuvas e monções no Sudeste Asiático (geralmente de novembro a março). Os mosquitos que transmitem a doença costumam picar durante o dia e em áreas urbanas. Caso apresente sintomas incluindo febre, dores de cabeça e no corpo e fragilidade muscular, recomenda-se procurar imediatamente tratamento médico. Recomenda-se que mulheres grávidas evitem viajar pelo país.  

Esquistossomose

Deve-se evitar nadar em lagos e lagoas da Indonésia, sobretudo nas ilhas de Papua, Kalimantan e Nusa Tenggara, uma vez que nesses locais é comum a contaminação por esquistossomose. Ainda que a doença seja facilmente tratável, a disponibilidade de atendimento médico adequado pode ser limitada a depender da área do país, o que pode levar a uma escalada da doença para complicações mais graves.

Raiva             

Não é comum, na religião muçulmana, que cães sejam animais de estimação, o que explica o baixo número desses animais em cidades de grande população muçulmana, como Jacarta. Em áreas com predominância de outras religiões, no entanto, como Bali, há elevado número de cães de rua. Nesses locais, pode haver risco de transmissão de raiva. Toda a região de Bali (incluindo Lombok, Gili e outras ilhas) constitui a área de maior risco de raiva na Indonésia. No entanto, mesmo em áreas urbanas, como Jacarta, outros animais podem transmitir a doença, e quaisquer mordidas ou arranhões de animais devem ser imediatamente lavados com sabão e água, sendo que  atendimento médico deverá ser procurado com a máxima urgência. Em áreas florestais, animais silvestres, como morcegos, também podem transmitir a raiva. Na Indonésia, o problema é particularmente grave devido à escassez de vacina contra a raiva em diversas localidades.– , Se não vacinada, qualquer pessoa mordida por animal deve ser evacuada por razões médicas dentro de 24 horas para evitar falecimento. Por esse motivo, a Embaixada recomenda que cidadãos brasileiros vacinem-se contra raiva antes de sua viagem.

Cólera

A Indonésia registra muitos casos anuais de contaminação por cólera, devido à má qualidade da água e falta de hábitos adequados de higiene para manusear alimentos, sobretudo legumes e verduras. Em períodos de enchentes, surtos de cólera podem acontecer, mesmo nas grandes cidades indonésias. Para proteger-se contra a doença, recomenda-se redobrar os cuidados de higiene durante a permanência no país, lavando as mãos regularmente com água limpa e sabão e utilizando álcool em gel sempre que possível. Alimentos devem ser lavados com abundância

Gripe aviária            

A incidência de casos de contaminação por vírus da gripe aviária (H5N1) tem sido rara nos países do sudeste asiático. De toda forma, recomenda-se evitar, durante a estada na Indonésia, todo e qualquer contato com pássaros e aves (inclusive animais vivos em mercados e feiras livres) ou quaisquer superfícies contaminadas por fezes de aves. Desaconselha-se, ainda, visitas a granjas, fazendas ou outros locais com aves silvestres.

Tétano

Recomenda-se, para viver no Brasil, vacinação de tétano espalhada em 5 doses. Para habitar na Indonésia, no entanto, pode ser necessário tomar doses adicionais da vacina, uma vez que os medicamentos necessários para tratar da doença podem não estar amplamente disponíveis em farmácias e hospitais,sobretudo em regiões fora das ilhas de Java e Bali.  
           
Intoxicação alimentar

Durante a estada na Indonésia, deve-se lavar as mãos constantemente e deixar os alimentos frescos por algum tempo em água mineral. Não se deve utilizar água corrente sequer para lavar alimentos que serão cozidos, uma vez que esse tipo de água geralmente contém metais pesados que podem causar complicações estomacais. Além de água engarrafada, recomenda-se lavar frutas e verduras com gotas de água sanitária, e evitar todo e qualquer consumo de alimentos servidos em mercados públicos e em comércios informais na rua. Na Indonésia, a probabilidade de intoxicação alimentar devido à ausência de cuidados básicos de higiene é extremamente alta. Dessa forma, cidadãos brasileiros devem sempre portar antiácidos e remédios para diarreia e dores estomacais. Em alguns casos, a intoxicação alimentar poderá ser mais grave e implicar necessidade de hospitalização. Há, ainda,situações mais extremas em que o manuseio inadequado de frutas e demais tipos de alimentos,bem como a falta de cuidados básicos de higiene, expõem a vítima a situações mais perigosas, como hepatite B e cólera.

Parasitas

Durante a permanência na Indonésia, o visitante estará bastante vulnerável a parasitas, bactérias e protozoários. Devido aos abundantes casos de doenças e infecções enfrentados pelas autoridades de saúde locais, recomenda-se ao nacional brasileiro muito cuidado com o consumo de alimentos, água e contatos direto com as pessoas.

Água  

Durante a permanência na Indonésia, não se deve, em hipótese alguma, beber água da torneira recomendando-se utilizar água mineral para beber, cozinhar e até mesmo escovar os dentes. Garrafas de água mineral  são geralmente baratas e estão amplamente disponíveis nos principais supermercados do país. Não se deve consumir água comprada em estabelecimentos menores ou no comércio informal, uma vez que a chance de que a garrafa tenha sido violada é alta.Deve-se desconfiar de bebidas que contenham gelo em pequenos restaurantes de estilo local, uma vez que pode não ser feito com água mineral. Mesmo bebidas quentes, como café e chá, podem oferecer risco, uma vez que, nos grandes centros indonésios,  a rede de esgotos tem escala reduzida, havendo a ocorrência de metais pesados na água de torneira, podendo provocar graves doenças.  Os riscos envolvidos no consumo de água contaminada podem variar de diarréias e desarranjo intestinal a doenças mais graves e potencialmente fatais, como a febre tifóide. Filtros comuns, regularmente encontrados no Brasil, não são suficientes para filtrar a água das torneiras na Indonésia..

Alimentação

Em toda a Indonésia (mesmo na capital e em grandes cidades), alimentos podem não ser preparados com padrões de higiene adequados, sendo que a falta de saneamento básico em diversas áreas acentua o problema, e é comum a ocorrência de doenças gastrointestinais. Por razões de segurança, brasileiros devem, durante a permanência no país, evitar saladas e ovos (a depender do caso, até em restaurantes) bem como e quaisquer pratos que não sejam servidos quentes. Deve-se também selecionar, na medida do possível, onde se alimentar. Além de intoxicação alimentar, diarreia e problemas gastrointestinais, estrangeiros podem tornar-se vítimas de complicações mais graves.

Contatos importantes          

Na Indonésia, existem números de telefone de emergência, mas deve-se ressaltar que o serviço prestado nem sempre é confiável. Número limitado de atendentes fala inglês, e o tempo de espera para atendimento pode ser longo.  

Polícia: 110

Serviço de Fogo: 113

Ambulância: 118

Transportes

Infraestrutura de transportes         

A infraestrutura de transportes rodoviário, aéreo, ferroviário e marítimo, bem como de transportes públicos, de táxis e de aluguel de veículos pode ser bem diferente no destino escolhido, quando comparada à infraestrutura do Brasil, especialmente em regiões inóspitas. Antes de viajar, recomenda-se leitura detalhada das informações sobre meios de transporte no país escolhido, procurando, se necessário, dados adicionais. Em caso de dúvidas, a Embaixada ou Representação consular do Brasil poderá ser contatada. Outras informações podem ser obtidas, ainda, na página Carteira de Habilitação do Portal Consular.

Transporte inter-ilhas          

A Indonésia é a maior nação-arquipélago do mundo, sendo o 14º   maior país em área. Deve-se ter em mente que o território indonésio está distribuído em dezenas de milhares de ilhas, sendo que a maioria delas possui infraestrutura de transportes muito precária (inexistência de portos, aeroportos e mesmo estradas de boa estrutura) o  Isso pode tornar a ideia de visitar o país como um todo bastante difícil de ser executada.  

Transporte aéreo     

Viajar de avião pode ser uma das maneiras mais baratas e práticas de locomover na Indonésia. Há muitas companhias aéreas nacionais para escolher, e as principais cidades da Indonésia têm aeroportos (com maior ou menor estrutura). No entanto, a Indonésia não é parte da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) e diversas empresas áereas no país ainda não conseguem implementar com sucesso as recomendações daquela organização. Acidentes aéreos no país, com ou sem fatalidades, ocorrem com relativa frequência, sendo que algumas das linhas aéreas domésticas da Indonésia foram proibidas de operar   em todo o espaço aéreo europeu por serem consideradas pouco seguras. Apenas em 2015, a Indonésia registrou três acidentes aéreos fatais em diferentes regiões do país: queda de um Hercules C-130 em Medan em junho, de um ATR-42-300 em Papua em agosto e de um Aviastar DHC-6-300 em outubro. Recomenda-se que cidadãos brasileiros evitem deslocar-se pela Indonésia em companhias aéreas de baixo custo e/ou que não ofereçam requisitos mínimos de segurança. Para tanto, antes de comprar qualquer passagem aérea na Indonésia, recomenda-se extensa pesquisa com vistas a verificar a confiabilidade da empresa que oferece os serviços. Todas as companhias banidas da União Europeia devem ser evitadas, preferindo-se empresas aprovadas, como Garuda Airlines .

O principal aeroporto  do país é o Aeroporto Internacional de Soekarno-Hatta, em Jacarta e a companhia aérea estatal é a Garuda Indonesia.  Apesar de o aeroporto em Jacarta ser o terceiro mais movimentado do sudeste asiático, a falta de investimentos e de recursos humanos se evidencia no grande número de voos atrasados diariamente (uma das maiores taxas do mundo). Controladores aéreos em Jacarta frequentemente realizam greves reivindicando diminuição da carga de trabalho e indicando que os recursos humanos disponíveis não são suficientes para atender à demanda por voos no país. Diversos meios de comunicação locais indicam, ainda, faltar treinamento adequado aos funcionários aeroviários.

Transporte marítimo                      

Por constituir a Indonésia um arquipélago, são frequentes viagens de barco ou balsa pelo país. Nas rotas mais frequentadas, entre Sumatra, Bali e Java, o funcionamento das balsas pode ser até de 24 horas por dia. Também está disponível serviço de balsas para viajar para países vizinhos, como Malásia e Cingapura.   

Os navios de passageiros também prestam serviços para as áreas mais remotas da Indonésia. A linha de transporte nacional é chamada Pelni e os navios partem a cada duas a quatro semanas. Todos os navios têm ar-condicionado e, geralmente, param em cada porto por quatro horas. O deslocamento, no entanto, costuma ser realizado em condições bastante precárias. Ademais, a falta de equipamentos de segurança e  o clima imprevisível podem tornar essa opção pouco segura. Nesse sentido, cabe destacar ser crescente o número de acidentes fatais envolvendo barcos de passageiros nos últimos anos, sobretudo em rotas mais turísticas (como no trajeto entre Bali e a ilha de Komodo, por exemplo), devido à superlotação dos barcos e a falta de treinamento dos funcionários locais. Deve-se também ter em consideração que a região, sobretudo aquela entre a ilha de Riau e o estreito de Cingapura, é alvo de diversos ataques de piratas. Roubo de embarcações, cargas e demais objetos de valor são registrados tanto em navios aportados quanto naqueles em alto mar. Cidadãos brasileiros devem pesquisar cuidadosamente informações sobre o serviço escolhido (incluindo disponibilidade de coletes salva-vidas a bordo e demais requisitos imprescindíveis para uma viagem segura) antes de viajar de barco para qualquer localidade na Indonésia. 

Transporte ferroviário       

O sistema ferroviário da Indonésia é composto por quatro redes em Java e Sumatra. Os indonésios geralmente usam trens para viagens de longa distância, que podem alongar-se por dias. Estrangeiros podem comprar bilhetes nas estações de trem ou “online”. A maioria dos trens oferece três classes a bordo: a classe executiva, climatizada e com assentos reclináveis​​; a classe empresarial, que não tem ar-condicionado, mas os assentos são reclináveis; e a classe econômica, com bancos. Alguns trens também têm carros de jantar. A precária condição da infraestrutura ferroviária do país e o alto risco de roubos, furtos ou, mesmo, assaltos devem ser ponderados pelo turista ao escolher a classe em que pretendem viajar.

Transporte público  

Os ônibus são a forma mais popular de transporte público na Indonésia. Há serviços de ônibus em Sumatra, Java e Bali. Nas áreas mais remotas, existem mini-vans que asseguram o transporte. O aspecto inconveniente desse tipo de serviço é que os ônibus habitualmente partem apenas quando estão lotados, e não em horários pré-definidos.  Além disso, os ônibus são geralmente antigos, lentos, superlotados e pouco seguros. Recomenda-se que cidadãos brasileiros evitem a todo custo este tipo de transporte e, caso decidam ignorar o presente alerta e deslocar-se de ônibus pela Indonésia, permaneçam atentos a batedores de carteira. Jacarta tem seu próprio sistema de faixas exclusivas de ônibus denominadas Transjakarta, que poucas vezes são respeitadas pelos condutores de automóveis, o que gera grande congestionamento nos horários de pico em toda a região metropolitana. 

Taxis  

Em seus deslocamentos pelas cidades indonésias, cidadãos brasileiros devem optar por meios de transporte seguros evitando tomar táxis avulsos. A maioria das grandes cidades da Indonésia tem inúmeras empresas de táxi para escolher, sendo uma das mais conceituadas o Grupo Blue Bird, geralmente confiável. Uber e demais serviços de agendamento de táxi por telefone ou aplicativo estão disponíveis, mas não são confiáveis. Em geral o tempo de espera para reação a um pedido feito por aplicativo é maior que o tempo para encontrar um táxi na porta de um hotel ou estabelecimento comercial. No caso de agendamentos feitos exclusivamente por aplicativos, os motoristas de táxi geralmente ligam para o usuário para confirmar o endereço, sendo que poucos se comunicam em inglês. Cidadãos brasileiros devem sempre solicitar que o taxímetro seja ligado quando entram em um táxi para evitar uma tarifação excessiva. Caso o motorista se recuse a ligar o taxímetro,deve-se sair do carro imediatamente e, se possível, anotar o número da placa para enviar uma reclamação à empresa. Em geral, a tarifa de táxis é relativamente barata, mas há poucos taxistas que usam GPS e erros no trajeto ocorrem frequentemente, mesmo quando o destino é algum ponto de referência importante, como um grande centro comercial ou o aeroporto, por exemplo. Serviços de moto-táxis não são recomendados, dados os riscos de segurança envolvidos. Há relatos de estrangeiros raptados e extorquidos por motoristas de táxi ilegítimos.

Transporte rodoviário

Cidadãos brasileiros não devem dirigir veículos na Indonésia em hipótese alguma. Praticamente todos os expatriados e estrangeiros na Indonésia contam com serviço de motorista, significativamente mais barato que no Brasil.

Primeiramente, deve-se observar que, no país, os motoristas dirigem do lado direito dos veículos e na faixa esquerda das vias (a chamada “mão inglesa”), o que pode ser um fator de risco para motoristas inexperientes, como turistas recém-chegados que desejam dirigir. Não são poucos os acidentes provocados por situações envolvendo motoristas ou transeuntes com pouca familiaridade com o as regras de trânsito.          

Acidentes rodoviários são uma das principais causas de hospitalização e morte de estrangeiros na Indonésia. Em praticamente todas as grandes cidades, mas sobretudo na ilha de Java e, mais particularmente, Jacarta o tráfego é movimentado e caótico as regras de trânsito raramente são aplicadas e sinais de trânsito são raros. Estradas estão superlotadas de veículos e é comum para motos ultrapassar por ambos os lados. Há falta de planejamento de tráfego na Indonésia, sendo o trânsito na capital do país reconhecidamente um dos piores do mundo: há registros diários de congestionamentos de até 7 horas nas principais vias de acesso durante os horários de pico.       

A maioria dos motoristas dirige tanto carros quanto motos sem nunca ter recebido treinamento formal, podendo-se verificar diversas crianças dirigindo motos pelo país. Essa situação aumenta consideravelmente o risco de acidentes. Além disso, as condições climáticas extremas na estação chuvosa  (causando alagamentos de grande número de vias) e as más condições das estradas (estreitas, esburacadas e mal cuidadas em sua quase totalidade) potencializam os riscos. Acidentes fatais no trânsito são comuns em todas as grandes ilhas indonésias, inclusive em Bali. Mesmo acidentes simples, sem vítimas e fatalidades, apresentam risco. Nesses casos, é comum para qualquer estrangeiro envolvido (em alguns casos apenas como testemunha – como no caso de estrangeiros em um táxi ou apenas passageiro, por exemplo),  ser apontado como responsável pelo acidente e forçado a pagar o pela reparação de veículos e taxas hospitalares. O envolvimento da polícia indonésia não é, certamente, uma garantia contra esse tipo de prática. Registra-se, nesse sentido, que o risco de extorsões por parte de policiais rodoviários em se tratando de condutores estrangeiros é alto.

Aluguel de veículos  

Por razões de segurança, recomenda-se que brasileiros, por não estarem familiarizados com o trânsito indonésio, aluguem apenas carros com motorista. Registra-se que, na Indonésia, o descuido no trânsito por parte dos motoristas é frequente, a manutenção de estradas é dificilmente realizada com a periodicidade e cuidado necessários e a capacidade de resgate e serviços de emergência é extremamente limitada. Assim sendo, o aluguel de carros com guias ou motoristas, mesmo apenas para prática de turismo, é relativamente barato e muito comum, dadas as condições de trânsito do país.

Motocicletas

O tráfego de motocicletas é intenso na Indonésia, sobretudo em grandes cidades. Aconselha-se que cidadãos brasileiros evitem dirigir esse tipo de veículo devido aos riscos de possíveis acidentes. Mesmo em Bali e demais cidades em que o trânsito é menos denso que em Jacarta, o risco de acidentes fatais é extremamente alto, dado o nível geral de desorganização do trânsito e a falta de cumprimento de medidas básicas de segurança, como respeito à sinalização e uso de capacetes, por exemplo. Há registros de cidadãos brasileiros gravemente hospitalizados em decorrência de acidentes de motos pelo país. Ademais, a exposição de motociclistas ao ar poluído das grandes cidades torna esse grupo particularmente vulnerável a doenças respiratórias. Serviços de moto-taxi (conhecidos como “Ojek”), muito populares em Jacarta e nas demais grandes cidades, também devem ser evitados. Além dos “Ojeks”, também devem ser evitados por todos os cidadãos que não tenham familiariedade com a Indonésia, os bajaj, que são riquixás motorizados, e os becaks, que são riquixás.

Pedestres

Condutores indonésios não param seus veículos para que pedestres possam atravessar nas faixas de pedestres. Também não há garantias de que veículos pararão em semáforos com o sinal vermelho. Indonésios costumam atravessar as ruas em meio ao trânsito, aproveitando-se do congestionamento ou fazendo sinais com as mãos para que os motoristas diminuam a velocidade, o que geralmente é obedecido, embora arriscado. Para travessia segura, recomenda-se observar pontos em que haja semáforo e guarda de trânsito. Nesse caso, quando o semáforo indicar parada dos veículos, o guarda de trânsito geralmente irá para o meio da rua garantindo que nenhum veículo desobedeça o sinal, dando chance pedestres que queiram atravessar a rua. Isso, no entanto, ocorre apenas em locais específicos e os carros ficam parados por tempo relativamente curto, o que pode significar problema para pessoas com dificuldade de locomoção e/ou pouca agilidade.

Carteira de Habilitação      

Cidadãos devem portar carteira de habilitação válida para dirigir na Indonésia. A Carteira Internacional de Habilitação é aceita somente no caso de turistas, mas recomenda-se evitar toda e qualquer forma de condução. Estrangeiros residentes devem solicitar carteira de habilitação da Indonésia, denominada SIM (Surat Izin Mengemudi). Para motocicleta, há carteira específica chamada SIM C. Os estrangeiros são obrigados a passar por teste escrito e prático para obter um SIM ou um SIM C, mas os requisitos para obtenção da carteira de habilitação são genéricos e pouco regulados. Não há, por exemplo, casos conhecidos de reprovação no exame de direção indonésio, o que explica grande parte do número de acidentes ocorridos nas vias .                 

Infraestrutura turística

Orientações gerais   
Ao planejar suas viagens, cidadãos brasileiros devem estar cientes de orientações básicas, válidas para todo tipo de viagem ao exterior, independentemente do país escolhido como destino. Recomenda-se, assim, a leitura cuidadosa das informações disponíveis em Orientações gerais para quem vai viajar ao exterior.

Atrações turísticas

Constituída por dezenas de milhares de ilhas, a Indonésia é importante destino turístico no Sudeste Asiático, sobre a ilha de Bali, local comumente visitado por praticantes de mergulho, snorkeling e surf.  Há mais de 40 parques nacionais por todo o arquipélago, além de um grande número de reservas protegidas com ecossistemas ricos e extensa biodiversidade.           
O artesanato, original e relativamente barato, bem como a culinária indonésia são, também, atrativos de peso para turistas estrangeiros.

Deslocamentos internos

Apesar do grande potencial turístico da Indonésia, deve-se ter em mente que a infraestrutura geral do país é bastante precária, o que pode prejudicar consideravelmente eventuais deslocamentos internos. As cidades de Jacarta, Bali, Medan, Padang, Bandung, Solo, Yogyakarta, Surabaya, Makassar, por exemplo, estão ligados por voos internacionais diretos. Para outras localidades, sobretudo ilhas menores/inexploradas ou locais remotos, no entanto, deve-se optar por extensas viagens rodoviárias, longos trechos operados por barcos de baixa velocidade e/ou voos com companhias aéreas de baixo custo que não operam  em obediência aos padrões internacionais de segurança aérea. Por essa razão, o deslocamento interno para algumas regiões da Indonésia pode ser superior ao prazo de uma viagem internacional a algum outro país asiático.

 Clima

País tropical, a Indonésia caracteriza-se por duas estações, a seca (abril a outubro) e a chuvosa (novembro a março). O calor é mais intenso que no Brasil, sendo recomendável o uso de hidratantes e protetor solar com fator de proteção alto. Por todo o período, a luz do sol tende a ser abundante, exceto na época de chuvas, quando o céu pode ficar nublado por alguns períodos. A umidade é geralmente elevada,  com média de 80% nos doze meses. As temperaturas variam pouco ao longo do ano; a média amplitude térmica de Jakarta é 26-30 ° C. Durante o período de monções, em que as chuvas são diárias e torrenciais (causando, inclusive, alagamentos de vias e domicílios nas cidades maiores), Há franca disponibilidade de guarda-chuvas, que são abundantes e podem facilmente ser comprados até mesmo em pequenas lojas.

Ramadã        

O turista aproveitará mais a estadia se o período não coincidir feriados islâmicos, principalmente a semana do Ramadã, porque a maioria dos locais de visitação estarão fechados e o tráfego tende a ser intenso. Durante o Ramadã na Indonésia, os serviços de restaurantes não são, de forma geral, interrompidos, mas esses estabelecimentos costumam colocar coberturas artificiais de cores escuras em suas fachadas e vitrines para impedir que seus clientes sejam vistos consumindo bebida e comida. A oferta de álcool durante esse período poderá ser severamente controlada..

Hospedagem

O país desfruta de rede hoteleira ampla e famosa pelo hotéis de luxo. Deve ter em mente, no entanto, que a qualidade dos hotéis pode variar consideravelmente a partir da região da Indonésia que se pretende visitar. Nas principais cidades de Java e em Bali, há ampla oferta de hotéis das principais cadeias internacionais (o preço varia de forma substantiva de cidade para cidade), mas em outras localidades a oferta de hotéis, pousadas e albergues pode ser extremamente limitada ou mesmo nula. .

Comunicação e idiomas      

O bahasa Indonesia é a língua nacional e oficial em todo o país. No entanto, a maioria dos indonésios fala pelo menos duas línguas, pois há cerca 500 línguas e dialetos regionais no país. O bahasa usa alfabetos latinos e seu aprendizado é relativamente fácil, embora haja grande diferença entre a linguagem formal aprendida com professores e nos centros de língua, e o idioma popular utilizado comumente no cotidiano indonésio. A porcentagem de cidadãos indonésios que dominam o inglês é relativamente baixa, porém o turista não encontrará dificuldades em se comunicar nos grandes centros urbanos e locais de apelo turístico. Em algumas regiões, como na ilha do Timor e na Papua, pode haver sérias dificuldades de comunicação, uma vez que, a depender da localidade, sequer o bahasa será entendido.  

O bahasa Indonesia é muito parecido ao bahasa Melayu, falado na Malásia, em Brunei e parte de Cingapura. Há, contudo, algumas diferenças entre as duas línguas que podem atrapalhar a comunicação.

Estabelecimentos comerciais          

Apesar de ser uma nação majoritariamente muçulmana, a Indonésia não observa a semana islâmica, respeitando o final de semana aos sábados e domingos. O horário de atendimento nas repartições comerciais na Indonésia costuma ser  de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, ou das 9h às 17h. A pausa de almoço ocorre geralmente entre 12h  às  13h. Normalmente os escritórios permanecem fechados aos sábados, incluindo prédios do governo. Deve-se ter em mente que os muçulmanos oram 5 vezes por dia, e os horários das preces variam de dia para dia, sendo anunciados em alto-falantes pelas mesquitas. Todas as pausas para orações ao longo do dia são respeitadas pelos empregadores, sendo a pausa que ocorre por volta de meio-dia a mais importante. Durante esses momentos de preces, a solicitação de serviços em instituições públicas e privadas poderá ser interrompida. Nas sextas-feiras, as pausas para a reza são mais longas e os estabelecimentos podem ter horário de funcionamento reduzido. Em ocasiões especiais, os shoppings e outros estabelecimentos comerciais podem ficar abertos até meia-noite.

Bancos          

O horário bancário padrão na Indonésia é das 8h às 15 h, de segunda a sexta-feira. No entanto, vários bancos abrem suas filiais em hotéis (e alguns em shoppings) que funcionam mais do que o horário padrão, permanecendo, inclusive, abertos aos sábados. Jacarta tem uma série de bancos internacionais.

Bancos estrangeiros com operação no Brasil operam, também, no país. Destaca-se, na Indonésia, o HSBC. Não há bancos brasileiros na Indonésia.

Câmbio e moeda      

A rúpia indonésia também é chamada de IDR. Informações diárias sobre a taxa de câmbio são divulgadas em jornais diários ou na internet. Alguns bancos da Indonésia fornecem a informação em seus sites. Desde 2016, apenas a rúpia indonésia pode ser aceita nas transações comerciais no país, sendo vedadas as transações realizadas em dólares ou quaisquer outras moedas estrangeiras. A maioria dos resorts de turismo têm instalações para câmbio, mas são aceitas apenas algumas moedas asiáticas, europeias ou o dólar. O real brasileiro dificilmente será aceito em casas de câmbio na Indonésia. Há possibilidade de trocar moeda em algumas caixas eletrônicos de hotéis e com cambistas oficiais. O câmbio no mercado negro é pequeno, mas deve ser evitado a qualquer custo, uma vez que golpes e fraudes podem ocorrer.

Cartões de crédito e débito

Os cartões de crédito são geralmente aceitos ​​em grandes hotéis, restaurantes, lojas e agências de viagens. Cartões de débito de bancos locais são universalmente aceitos no comércio. A aceitação, no entanto, será bem mais limitada na Indonésia do que seria no Brasil. Geralmente os estabelecimentos comerciais, incluindo restaurantes, aceitam apenas um cartão de crédito para pagar toda a conta – isso significa que, caso seja necessário dividir a conta igualmente entre um determinado número de pessoas, como é comum no Brasil, o pagamento deverá ser necessariamente em dinheiro.

Padrões de rede elétrica     

O abastecimento de energia elétrica é de 220 volts e de 50Hz em todas as regiões da Indonésia.  As tomadas seguem como padrão dois pinos plugues de ponta arredondada (tecnicamente conhecidos como Tipo C, E, e F – geralmente o mesmo tipo encontrado em grande parte da Europa ocidental), o que pode significar a necessidade de adaptadores. Não há quedas sistemáticas de energia  na Indonésia, embora em algumas regiões (como Papua), o fornecimento de luz possa ser incipiente.

Sistema de telecomunicações          

A maioria dos hotéis e muitos restaurantes nas grandes cidades oferecem conexões de internet, geralmente gratuita. A conexão de internet costuma ser mais barata e rápida na Indonésia quando comparada à do Brasil. Os planos mais comuns para telefonia móvel incluem limites mensais de internet de até 20gB. A cobertura de rede, no entanto, pode deixar a desejar nas grandes cidades e ser inexistente em localidades mais remotas.

Costumes locais e legislações específicas

Legislação local        

Durante sua estadia em outro país, cidadãos brasileiros estão sujeitos às leis locais, ainda que elas sejam bem diferentes da legislação do Brasil. Viajantes que desobedeçam às leis locais podem ser multados, processados ou presos. Recomenda-se que, antes de viajar, cidadãos brasileiros estudem a legislação e os costumes do destino escolhido, contatando, se necessário, a Embaixada ou Repartição consular do Brasil no exterior, em caso de dúvidas sobre questões pontuais.       

Questões de gênero  

Normas legais e/ou religiosas que regulam o direito das mulheres podem variar consideravelmente de país a país. Cidadãs brasileiras podem encontrar, em outros países, realidade completamente diferente daquela do Brasil. Embora a Constituição da Indonésia garanta uma série de direitos às mulheres, em muitas localidades do país prevalecem costumes ou leis de base muçulmana que podem refletir maiores restrições ao gênero feminino. Além disso,  há  alto número de casos de violência contra a mulher registrados por órgãos locais, é comum a condução de “testes de virgindade” para o ingresso de mulheres na Polícia Nacional e mesmo para o casamento, práticas de mutilação genital que ainda afetam grande parte das meninas no país e casamentos de mulheres menores de idade. Recomenda-se que mulheres em viagens ao exterior leiam  detalhadamente as informações da página Mulheres em viagens ao exterior.

Prisão de cidadão brasileiro            

Em caso de prisões envolvendo cidadãos brasileiros, os detidos têm o direito de contatar agentes consulares do Brasil para pedir assistência. Nesses casos, nacionais devem sempre requisitar às autoridades policiais locais que comuniquem a situação à Embaixada ou Repartição consular brasileira o mais rápido possível. As autoridades indonésias nem sempre facultam acesso a Embaixadas. Cidadãos brasileiros devem solicitar que agentes consulares sejam imediatamente comunicados de sua detenção, com base na Convenção de Viena sobre Relações Consulares. Se o pedido lhes for negado, esses cidadãos devem contatar seus familiares, amigos e/ou advogados e solicitar que entrem em contato urgente com a Embaixada do Brasil, comunicando quaisquer restrições de comunicação que lhes tenham sido impostas pelas autoridades indonésias. O Posto esclarecerá ao brasileiro detido quais são seus direitos no país e prestará apoio para que sua integridade física e psicológica seja respeitada. Para mais informações, deve-se acessar a página Detenção no exterior. Em casos de detenção por tráfico de drogas, recomenda-se, ainda, a leitura do guia Detenção por tráfico de drogas no exterior.

Identificação

Pela lei local, todos os cidadãos estrangeiros no país devem portar documento de identificação. Assim, recomenda-se que cidadãos brasileiros portem, a todo momento,  cópia das páginas de identificação do passaporte brasileiro e do visto (eventual), deixando o original em local seguro, para evitar perdas ou furtos. Autoridades policiais podem requisitar, a qualquer momento, prova de identificação. Nessas ocasiões, cidadãos que não tenham em mãos documento de identidade estão sujeitos a multas, possíveis interrogatórios e, em casos mais graves, até detenção.

Legislação indonésia

Compõem, basicamente, a legislação indonésia a Constituição de 1945 (dividida em 16 capítulos, sendo que grande parte trata dos procedimentos políticos internos do país, como a definição de um governo central, as atribuições do poder legislativo e judiciário, além de tratar de questões como direitos humanos, religião, finanças do Estado, educação, saúde e bem-estar social), o Código Civil indonésio (dividido em quatro capítulos: indivíduos, bens, contratos e evidências), o Código Penal indonésio (dividido em três capítulos, que definem definem as categorias de crimes e prescrevem as penalidades por cada tipo de infração), os costumes (conhecidos como Adat: práticas habituais ou adaptadas das populações nativas de cada região) e a lei islâmica (baseada exclusivamente nos preceitos religiosos e aplicada de forma distinta em cada localidade da Indonésia).               

Pancasila

Para satisfazer os 4 objetivos do Estado indonésio, o governo indonésio adotou um conjunto básico de princípios (constantes do preâmbulo da Constituição indonésia) mais conhecidos como Pancasila. Desobediência a qualquer um dos princípios da Pancasila é considerada ofensa grave na Indonésia. Os princípios são:  

a) crença em um Deus único;

b) Uma humanidade justa e civilizada;

c) A unidade da Indonésia;    

d) O socialismo entendido como plena representação do povo no poder;   

e) Justiça social para todos os indonésios.

Respeito às leis locais

Reforça-se ao turista brasileiro a importância de que as leis locais sejam estritamente seguidas durante a permanência no país. Desobediência aos valores islâmicos, incluindo os mais conservadores, e qualquer crítica pública ao Governo, à religião ou aos costumes podem gerar deportação e, mesmo, prisão. O nível de aplicação da lei muçulmana na Indonésia varia de acordo com a região. Há províncias em que a sharia é aplicada a cidadãos muçulmanos e, ainda, casos extremos em que a lei é aplicada inclusive a não-muçulmanos, incluindo estrangeiros e/ou turistas.

Fotografias    

Deve-se evitar tirar fotografias de prédios e construções públicas. Tais fotografias podem ser consideradas indício de comportamento suspeito, o que pode resultar em detenção por autoridades de segurança. Tirar fotografias de casas de cultos é permitido, no entanto deve se pedir autorização antes, principalmente de  tirar fotos do interior das mesquitas.

Ramadã         

Durante o mês santo do Ramadã, muçulmanos jejuam do nascer ao pôr do sol. Comer, beber, fumar, tocar música alta e dançar em locais públicos (fora dos horários apropriados) é punível por lei, inclusive para os não-muçulmanos. As datas exatas do Ramadã seguem o calendário lunar e mudam a cada ano. Durante o Ramadã na Indonésia, os serviços de restaurantes não são, de forma geral, interrompidos, mas esses estabelecimentos costumam colocar coberturas artificiais de cores escuras em suas fachadas e vitrines para impedir que seus clientes sejam vistos consumindo bebida e comida. A oferta de álcool durante esse período poderá ser severamente controlada.

Vestuário      

A Indonésia é país muçulmano. Roupas curtas e decotadas devem ser evitadas. Nas praias, piscinas e lugares turísticos à beira-mar, turistas brasileiras podem utilizar trajes de banho ocidentais, sem qualquer restrição. Em determinadas áreas, no entanto, roupas curtas podem atrair atenção indesejada. Em cidades menores, com maior influência muçulmana, mulheres podem ser ofendidas caso não estejam cobrindo os cabelos e o corpo.

Penalidades legais                 

O código penal indonésio qualifica dois tipos de comportamento criminoso: ofensas e crimes. Ofensas podem ser descritas como delitos menores, em que a penalidade penal aplicável é uma multa. Um exemplo desse tipo de comportamento criminal é um motorista que não possui uma carta de condução quando dirige um carro ou moto à noite sem uma lâmpada. Os crimes, por sua vez, são definidos como delitos sérios ou comportamentos criminosos graves, como assassinatos, abusos, furtos e roubos.            

As penalidades por delitos menores e delitos menores incluem a privação de direitos especificados, a perda de bens pessoais e a publicação da sentença do tribunal. Já as penalidades disponíveis para infrações graves incluem multas, prisão local, prisão perpétua e condenação à morte. O confisco total da propriedade não é permitido. Os castigos listados no código são o máximo permitido; portanto, os juízes mantêm alguma autoridade discricionária para impor punições menores. Qualquer pessoa que acesse sítios eletrônicos de conteúdo violento ou pornográfico podem ser presas por até 3 anos, segundo a lei indonésia.

Restrições à livre circulação de pessoas

O cerceamento de liberdades tem sido particularmente recorrente em regiões com movimentos separatistas, como a Papua. Além do fato de o acesso de jornalistas estrangeiros e monitores independentes àquela localidade continuar a ser amplamente restringido pela autoridades governamentais. Por essa razão, cidadãos brasileiros devem evitar locomover-se a qualquer área onde haja manifestações de grupos separatistas na Indonésia.       

Pena de morte

A Indonésia aplica a pena de morte e, em algumas localidades, também são impostas penas relacionadas a castigos corporais e açoitamento. Um dos muitos problemas apontados por alguns ativistas dos direitos humanos consiste na falta de proteção dos direitos humanos no sistema penal. Na tentativa de defender os direitos humanos no sistema jurídico penal indonésio e em particular na justiça penal, o Estado passou a oferecer aos suspeitos e arguidos alguns direitos para assegurar algumas proteções básicas de seus direitos humanos, mas as penalidades continuam a ser aplicadas, inclusive a cidadãos estrangeiros.

Sincretismo cultural

O arquipélago da Indonésia abriga muitas culturas antigas que estão enraizadas há vários séculos, as ilhas foram influenciadas por indianos, chineses, árabes e culturas europeias, e, ultimamente, também pela cultura popular global. Valores e tradições estrangeiras, no entanto, são absorvidas e assimiladas pela cultura local. Deve-se ter em mente que cada civilização conta com características e culturas próprias, que podem inspirar diferenças na aplicação das leis

Direito consuetudinário

Não existe um único Adat (costume) ou lei consuetudinária comum a toda a Indonésia. A lei do arquipélago foi dominada pelas práticas habituais ou adaptadas das populações indígenas ("nativas"), o que significa uma multiplicidade de costumes aplicados de maneira distinta em cada região do país. Em algumas sociedades indonésias, qualquer lesão ou dano causado por um estranho (um roubo, por exemplo) será percebido como um ataque não só ao indivíduo vitimado por aquela ação, mas um ataque à comunidade em geral. Esses costumes já foram utilizados, no passado, para fazer com que estrangeiros que haviam furtado objetos de pequeno valor efetuassem caminhada pública portando placa de identificação como ladrões

Conduta social                      

A Indonésia tem várias tradições e costumes que se deve respeitar. Eis algumas :

Cumprimentar apertando a mão é considerado adequado entre homens e mulheres, mas  algumas mulheres muçulmanas preferem apresentar-se aos homens balançando a cabeça, sorrindo e apertando as próprias mãos, sem qualquer contato físico.

Os sapatos devem ser retirados antes de entrar em uma casa ou lugar religioso.

Bebidas não alcoólicas são geralmente oferecidas aos hóspedes, sendo educado aceitar.

Quando comer, receber ou dar alguma coisa, deve-se usar sempre a mão direita, como é comum em demais nações muçulmanas.

Deve-se ter em mente que a maioria dos muçulmanos indonésios não consome carne de porco nem bebidas alcoólicas. Por isso, a tradição de propor um brinde com bebida alcoólica para homenagear alguém não é geralmente bem recebida. Muçulmanos não podem tocar nada que tenha sido feito com carne de porco e geralmente não permanecem em um ambiente em que esteja sendo servido álcool ou carne de porco.

Tolerância LGBT     

A homossexualidade não é criminalizada na Indonésia, e algumas organizações LGBT são atuantes nas maiores cidades turísticas do país. Todavia, devido ao conservadorismo da sociedade local, recomenda-se que toda manifestação pública homoafetiva seja evitada. Especialmente a partir do início de 2016, a comunidade LGBT indonésia tem sido alvo de declarações de forte viés intolerante por parte de representantes governamentais e religiosos, além de perseguições, geralmente perpetradas por grupos individuais (porém com anuência das autoridades locais). Na esteira da "crise" de intolerância à comunidade LGBT de 2016, muitos parlamentares caracterizaram a homossexualidade como estrangeira à cultura indonésia, clamando por seu banimento. A organização islâmica Nahdlatul Ulama, de grande influência política e social no país e que prega vertente moderada do Islã, manifestou posição semelhante, alegando que a homossexualidade seria "contra a natureza humana". Se, por um lado, o código penal não criminaliza relações homossexuais (com exceção da Província de Aceh, que possui regime especial e implementa a lei islâmica, com punição à sodomia), autoridades policiais têm enquadrado cidadãos LGBT em crime de "conduta moral", que pode resultar em penas que variam de cursos obrigatórios de reabilitação a 12 anos de prisão. Para mais informações, recomenda-se a leitura cuidadosa do aviso LGBT em viagens ao exterior.

Tolerância religiosa

Vivendo em dezenas de milhares de ilhas, a grande maioria da população (cerca de 87%, de acordo com pesquisas não-oficiais) abraça o islamismo, enquanto na ilha de Bali a religião hindu é predominante. Já o catolicismo e protestantismo predominam   na ilha de Sulawesi, nas ilhas do leste Nusa Tenggara e em grandes partes da Papua, no planalto Batak, bem como na ilha de Nias, em Sumatra do Norte. No conjunto, o povo indonésio é considerado como de natureza religiosa e praticante. Após a independência em 1945, casamentos entre pessoas de diferentes grupos étnicos e credos religiosos têm favorecido maior coesão social. A aual sociedade indonésia é considerada tolerante no que tange à religião, costumes e tradições de outros povos. No entanto, apesar dos esforços do governo na promoção da tolerância e pluralidade religiosa no país, observa-se ameaça aos direitos das minorias religiosas, tanto pela aplicação da lei de forma discriminatória, quanto por ação de grupos islâmicos “linha-dura”.               . 

Portadores de necessidades especiais ou com mobilidade reduzida 

A legislação indonésia prevê acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida. No entanto, em construções mais antigas, calçadas e no transporte público, esse grupo de pessoas pode achar extremamente difíceis as condições de acesso. Recorda-se que o deslocamento de pessoas em Jacarta e nas grandes cidades pode ser difícil devido à ausência de calçadas e de infraestrutura. Nesse caso, pessoas com deficiência podem não conseguir deslocar-se. Para mais informações, recomenda-se a leitura da página Pessoas com deficiência em viagens ao exterior.

Gorjetas        

A maioria dos hotéis e restaurantes adiciona uma taxa de serviço de 10% à conta. Nos restaurantes em que taxa de serviço não é adicionada, uma gorjeta de 5 a 10% na conta poderá ser apropriada,  a depender do serviço e do tipo de estabelecimento. Na maior parte das vezes, é considerado educado arredondar a conta para o número automaticamente superior (exemplo: uma conta de IDR 51.000,00 seria arredondada para IDR 55.000,00).

Entorpecentes          

É importante ressaltar que o crime de tráfico de drogas é punido na Indonésia com pena de morte. Cidadãos brasileiros já foram condenados por tráfico de drogas na Indonésia e sentenciados à pena de morte e executados. Recorda-se a todos os viajantes brasileiros com destino ao país que as punições para tráfico de drogas são extremamente severas e que sua aplicabilidade é de total competência das autoridades locais. Nesse sentido, viajantes devem conhecer bem o conteúdo de qualquer pacote, presente, envelope ou contêiner levado à Indonésia. Convém, ainda, evitar transportar encomendas, sobretudo de desconhecidos. Não há garantias de que as autoridades indonésias venham a promover moratória das execuções.

Penalidades que destoam das leis brasileiras

A Constituição Federal brasileira de 1988 proíbe a pena de morte (em tempos de paz), prisão perpétua, banimento, trabalhos forçados e quaisquer outras penalidades consideradas cruéis. Nessa linha, o Brasil é membro do Protocolo da Convenção Americana de Direitos Humanos para a Abolição da Pena de Morte (ratificado em 13 de agosto de 1996).

No ordenamento jurídico interno de outros países, as penalidades previstas podem ser bem distintas daquelas permitidas no Brasil. Recorda-se  que cidadãos brasileiros em viagem ao exterior estarão sujeitos às leis do país em que se encontram, podendo ser condenados, inclusive, a penas proibidas no Brasil. 

Sharia

O nível de aplicação da sharia na Indonésia varia de acordo com a região. Na maior parte das localidades, a sharia não é sequer aplicada, tendo sido adotadas, de maneira geral, vertentes liberais do islamismo. Há, no entanto, províncias em que a sharia é aplicada a cidadãos muçulmanos e, ainda, casos extremos em que a lei é aplicada inclusive a não-muçulmanos, incluindo estrangeiros e/ou turistas. A Banda Aceh, no norte de Sumatra,enquadra-se nessa última categoria, sendo a Polisi Perda Syariah Islam a autoridade responsável pela estrita aplicação da sharia naquela localidade.                        

Liberdade de expressão

Embora a Constituição indonésia garanta a liberdade de expressão, notam-se algumas restrições a esse direito. A Lei da Informação e Transações Eletrônicas de 2008, por exemplo, tem sido utilizada, em diversos casos concretos, como limitantes da liberdade de expressão em mídias digitais, tanto de jornalistas quanto do cidadão comum. A referida lei criminaliza a disseminação eletrônica de documentos ou informações de conteúdo difamatório, de ameaças e de blasfêmias

Pena capital  

Há previsão de pena capital na legislação indonésia. A pena de morte no país é restrita a três tipos de crime: assassinato, tráfico de drogas e ações terroristas. Nos últimos anos, o governo indonésio tem feito rodadas de execuções, inclusive de cidadãos estrangeiros (incluindo brasileiros). A falta de informação e transparência no processo de execução, bem como violações de direitos como acesso à defesa legal e a intérpretes têm sido, de maneira geral, recorrentes.

Informações adicionais

Recomenda-se leitura da seção Guia de países para verificar se há mais informações sobre o destino escolhido.

 

Para informações sobre as relações diplomáticas do Brasil com a Indonésia clique aqui.

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